quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Consumo de suplementos sem orientação pode causar dano à saúde


O consumo exagerado de suplementos alimentares pode causar sérios danos à saúde. O excesso de algumas substâncias está associado a piora de doenças neurodegenerativas.



O suplemento alimentar é usado para complementar a alimentação. São compostos de vitaminas, minerais, carboidratos, proteínas e aminoácidos vendidos em pó e cápsula. Prometem repor energia, queimar gorduras, aumentar a massa muscular e melhorar o desempenho esportivo.

Todos os especialistas concordam: comer corretamente é melhor do que fazer qualquer tipo de suplementação alimentar, mas quem pratica atividade física intensa com frequência pode sim, precisar repor algum tipo de nutriente.

Adriane fez os exames e descobriu que estava consumindo pouca proteína, mas resolveu por conta própria, tomar o dobro da quantidade de suplemento indicada. “Para buscar um resultado mais rápido”, diz.

“Fazer a suplementação por conta própria leva a um risco muito grande de intoxicações. Intoxicação por minerais principalmente”, explica Bettina Moritz, nutricionista.

Zinco é ótimo para melhorar as defesas do organismo, mas em altas doses prejudica o sistema imunológico e também o fígado. O ferro em excesso aumenta a produção de radicais livres, ou seja, acelera o envelhecimento e pode agravar problemas do coração. Muito manganês prejudica o cérebro e cálcio demais também. “Tem sido associado, esse excesso de cálcio, a piora de doenças neurodegenerativas que são alzheimer, parkinson, e outros tipos de doenças chamadas demências”, garante a nutricionista.

Outro cuidado importante é não consumir os suplementos que reúnem todos os nutrientes na mesma cápsula. “Quando você consome todos os nutrientes na mesma cápsula, muitas vezes alguns nutrientes você tem deficiência e outro nutriente você já tem em excesso e vai correr o risco de se intoxicar ainda mais, com a utilização desse produto”.


A nutricionista explica ainda que o melhor é ter uma alimentação variada, com salada, grãos, carne branca e beber pelo menos dois litros de água, por dia.

Fonte: Jornal Hoje


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

10 sinais da boa nutrição


1 - Crescimento adequado


2 - Funcionamento regular do intestino


3 - Bom apetite


4 - Dentes fortes e saudáveis


5 - Boa imunidade


6 - Peso adequado


7 - Disposição para brincar


8 - Dorme bem e acorda bem


9 - Pele corada


10 - Cabelos e unhas saudáveis


Uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis contribuem para que a criança apresentem os 10 sinais da boa nutrição.


Fonte: ABRAN - Associação Brasileira de Nutrologia

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Ingerir pouca proteína prejudica funcionamento do sistema digestivo

Carência do nutriente no organismo compromete absorção de nutrientes

Uma dieta pobre em proteína provoca a atrofia e a redução dos neurônios do gânglio celíaco, uma parte do sistema nervoso simpático fundamental. É ele que inerva os neurônios da parede do intestino delgado, porção que realiza os movimentos peristálticos e o controle da absorção de nutrientes. A falta de proteína na alimentação também é responsável pela morte dessas células nervosas, constataram pesquisadores da Universidade de São Paulo em um estudo feito em colaboração da Universidade de Liverpool, da Inglaterra.

Segundo a nutricionista do Grupo de Apoio Nutricional Enteral e Parenteral (Ganep), Isis Tande da Silva, 15% da ingestão diária de alimentos deve ser constituída de proteínas. Peixe, soja e grão de bico são, segundo a especialista, fontes de proteínas.

"Elas são extremamente importantes, já que são utilizadas na formação de toda estrutura do corpo e na regulação de várias reações fisiológicas. O único cuidado a ser tomado é que alguns alimentos ricos em proteínas, como carnes vermelhas e leite, são ricos em gordura saturada", explica. As proteínas são compostos hidrosolúveis. "Dessa forma, quando comparada à digestão das gorduras, insolúveis em água, sua digestão ocorre de forma mais rápida e fácil", diz. 

Isis afirma que os três macronutrientes (carboidratos, proteínas e lipídeos) devem ser consumidos durante todo o dia, distribuídos entre as refeições. "O fundamental é que estejam presentes na dieta, juntamente com vitaminas e minerais presentes em frutas e verduras, constituindo assim uma alimentação saudável", destaca.



Digestão da proteína 
Isis explica que as proteínas têm sua digestão iniciada no estômago. "Ao longo de todo o trato gastrintestinal, enzimas proteolíticas atuam de modo a reduzi-las a aminoácidos. Assim, monossacarídeos e aminoácidos são absorvidos nas células intestinais", afirma.

No total, são 23 aminoácidos. Desses, quinze podem ser sintetizados pelo próprio corpo, enquanto oito devem vir dos alimentos. Uma dieta rica em frutas, verduras, nozes, sementes, brotos ou legumes, garante os oito aminoácidos necessários. 

O conteúdo de aminoácidos utilizáveis nos vegetais é muito superior ao encontrado em alimentos de origem animal. No entanto, o calor do cozimento coagula ou destrói muitos aminoácidos que perdem sua função para o uso do corpo. Por isso, prefira sempre alimentos frescos.

Fonte: Minha Vida

sábado, 8 de outubro de 2011

Café e pimenta podem causar perda de peso, mas exercício é fundamental


O metabolismo é a atividade geral do organismo. É formado por um conjunto de reações químicas e hormonais, responsáveis por gerar energia e manter nosso corpo funcionando. Essa energia é adquirida pela alimentação e gasta em funções involuntárias – como o batimento do coração – nas atividades que exercemos no dia-a-dia.


A endocrinologista Claudia Cozer e a nutricionista Patrícia Bertolucci explicaram como

o metabolismo influi sobre o ganho e a perda de peso e sobre a sua disposição.Por natureza, uma pessoa pode ter um metabolismo mais lento ou mais acelerado. O metabolismo mais lento facilita o ganho de peso, pois a pessoa tem mais dificuldade de gastar energia. Para acelerar o metabolismo, é preciso fazer o corpo gastar energia. Não há melhor forma de fazer isso do que a atividade física. Além das calorias consumidas durante o exercício, o aumento da massa muscular faz com que o corpo passe a gastar naturalmente mais energia. Isso ocorre porque as células musculares precisam de mais energia do que as adiposas – de gordura.


Também por isso, não adianta ficar de olho na balança sem usar a fita métrica. O músculo pesa mais que a gordura. Assim, quando você faz exercícios físicos, pode perder medidas e ganhar saúde mesmo sem perder peso.


Alimentação

Existem alimentos que facilitam a queima da gordura e podem acelerar o metabolismo,

desde que a pessoa faça também atividades físicas. A pimenta, o gengibre, o café e o chá verde são alguns dos chamados alimentos “termogênicos”, em razão de substâncias que eles contêm.

É preciso tomar cuidado com dietas bruscas e muito severas, pois elas podem desacelerar o metabolismo. Se você passa a comer bem menos que o normal, o organismo se adapta ao funcionamento com menos recursos. Quando a alimentação voltar ao normal, o organismo estará funcionando mais lentamente e vai estocar o que for consumido para criar uma reserva de segurança, que é a gordura.


Outros fatores que podem desacelerar o metabolismo são o hipotireoidismo – um problema no funcionamento da glândula tireoide –, a menopausa, no caso das mulheres, e alguns tipos de medicamentos.


Fonte: Bem Estar


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Número de obesos no mundo supera o de famintos, diz Cruz Vermelha




Enquanto 925 milhões estão desnutridos, 1,5 bilhão de pessoas são obesas.

Segundo nota, excesso de nutrição mata mais que a fome hoje.


O número de pessoas obesas supera o de famintos no mundo, mas o sofrimento dos desnutridos está aumentando, em meio a uma crescente crise alimentar, alertou a Cruz Vermelha Internacional na quinta-feira (22/09/11).

O grupo humanitário, com sede em Genebra, dá destaque ao tema nutrição em seu relatório anual World Disasters Report, divulgado em Nova Délhi, que se volta para o abismo entre ricos e pobres e aos problemas causados pelo aumento recente dos preços.


Em estatísticas usadas para ilustrar o acesso desigual à comida, a Cruz Vermelha assinala que 1,5 bilhão de pessoas sofriam de obesidade no mundo no ano passado, enquanto 925 milhões estavam desnutridas.

"Se a livre interação entre as forças do mercado produziram um resultado em que 15% da humanidade passam fome, enquanto 20% estão obesos, alguma coisa deu errado", disse o secretário-geral, Bekele Geleta.

O diretor para a Ásia e o Pacífico, Jagan Chapagain, em entrevista coletiva na capital indiana, assinalou que "o excesso de nutrição, atualmente, mata mais do que a fome".


O problema da fome existia não porque faltava comida no mundo, lembrou Chapagain, mas por causa de falhas na distribuição, do desperdício, e do aumento dos preços, que tornou os alimentos inacessíveis.

O preço dos alimentos deu um salto global em 2011, aumentando os temores de um retorno da crise de 2008, que levou a distúrbios e à instabilidade política em vários países.


O aumento do preço dos alimentos, que a Cruz Vermelha diz se dever à especulação e às mudanças climáticas, entre outros fatores, contribuiu para a instabilidade no norte da África e no Oriente Médio este ano. "Uma nova rodada de inflação está puxando muitas das pessoas mais pobres do mundo para a pobreza extrema, e para situações de fome severa e desnutrição", alerta a organização.


O World Disasters Report é uma publicação anual da Cruz Vermelha Internacional que procura dar destaque a um tema que gere preocupação em todo o mundo. O relatório do ano passado concentrou-se na urbanização, e o de 2009, no vírus HIV.




Fonte: Bem Estar


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Truta: ideal para uma dieta de emagrecimento



A carne possui boa textura, é branca e tem um excelente sabor

Glamour e sofisticação. A truta normalmente é preparada em pratos requintados, com molhos finos, com oleaginosas (como amêndoas), ervas e outros acompanhamentos. O peixe de formato alongado pertence à mesma família do salmão (Salmonidae). 

O dorso tem cor que varia do esverdeado ao castanho, sendo as laterais acinzentadas e a parte inferior esbranquiçada. Tem pintas escuras nas nadadeiras e no corpo. Possui alto valor nutritivo, com muito teor de proteína, cálcio, fósforo, selênio, sais minerais e vitaminas. 

"O peixe apresenta também ácidos graxos ômega-3 e baixo teor de calorias, o que a torna uma boa opção para dietas de emagrecimento e na redução do colesterol ruim (LDL), nocivo ao coração", explica a nutricionista, Patrícia Bertolucci, da PB Consultoria em Nutrição, de São Paulo.

Preço/kg: R$ 20 
Valor Nutricional (100 gramas) 
Valor calórico 195kcal 
Proteínas 21,7g 
Carboidratos 0g 
Gorduras 3g 


Truta com panaché de legumes 
Rendimento: 4 pessoas



Valor Nutricional da receita (por pessoa)


Valor calórico 275,2kcal 
Proteínas 24,2g 


Carboidratos 11,0g 


Gorduras 6,8g

Ingredientes 
Truta 4 filés de truta sem a pele (100 g cada) 
suco de 1 limão 
sal 
1 cebola em rodelas 
1 colher (sobremesa) de azeite 
Panaché de legumes 
1 cenoura em cubos 
1 xícara (chá) de vagens cortadas em pedaços pequenos 
1 xícara (chá) de ervilhas frescas sal e pimenta do reino 
1 colher (sopa) margarina light 



Modo do Preparo 
Truta: Num refratário médio, coloque os filés de truta e tempere com o limão e o sal. Deixe descansar por 15 min. Cubra com a cebola e o azeite. Leve ao forno pré-aquecido coberto com papel alumínio por 20 minutos. Reserve em local aquecido. 
Panachê: Cozinhe as cenouras e vagem no vapor separadamente. Misture as ervilhas, o sal, a pimenta e a margarina. Sirva cada filé com ¼ de panaché. 


Receita cedida por PB Consultoria em Nutricão

Fonte: Minha Vida

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Doces ou não, alimentos podem alterar as taxas de açúcar no sangue



Endocrinologista Alfredo Halpern explica o que é hipoglicemia.


A vontade de comer doce muitas vezes não tem hora, mas há as preferências gerais, como depois do almoço ou no meio da tarde. O Bem Estar fez uma enquete aqui no nosso site e 43% das pessoas responderam que sentem mais desejo após as refeições. Outros 31% votaram que gostam mais à tarde, no lanche.


Mas não é apenas o doce, aquele alimento que tem gosto de açúcar, o responsável por aumentar as taxas de glicose no sangue – o chamado índice glicêmico, que deve ser levado em conta também antes e depois dos exercícios. Cenoura, bolacha de água e sal e uva passa, a princípio inofensivos, são capazes de elevar o índice de açúcar na corrente sanguínea.

Já alimentos como iogurte, pera e cereais têm o poder contrário. No meio termo, ficam arroz, feijão, suco de laranja e chocolate, entre outros.

Para explicar como funciona o processamento do açúcar no corpo humano e por que é importante observar o que se come – para não ter uma crise de hipoglicemia ou diabetes.




Segundo a nutricionista Mônica Beyruti, a melhor hora para comer um doce é depois de uma refeição completa e variada. Dessa forma, o açúcar é absorvido mais devagar, por causa das fibras dos outros alimentos. Além disso, como o doce costuma ser mais calórico, quando a pessoa se satisfaz com a refeição primeiro se sente mais saciada e tende a ingerir menos doce.


Alimentos com fibras (que estão presentes em cascas, bagaços e polpas de frutas, na celulose das verduras e legumes, e nos grãos integrais) têm uma absorção mais lenta do que alimentos de carboidratos complexos, como o arroz branco, o macarrão, o pão francês e a batata, por exemplo. Ou seja, os produtos fibrosos tendem a ter um índice glicêmico menor que os carboidratos complexos.


Em geral, tudo o que uma pessoa come e bebe aumenta a taxa de açúcar no sangue, enquanto todo tipo de atividade física precisa de energia e, portanto, diminui a glicemia (os músculos absorvem mais o açúcar).

Alimentos de índice glicêmico maior são indicados para quem está em uma crise de hipoglicemia, porque são uma descarga rápida de energia no corpo, ou então para quem acabou de fazer exercício e precisa recuperar o que foi gasto.


No dia a dia, prefira alimentos de índice glicêmico menor, porque são absorvidos de forma mais gradual pelo corpo, o que é mais saudável. Uma boa dica para quem quer comer algo e não abrir o apetite é a fruta. A frutose, que é o açúcar da fruta, é outro tipo de carboidrato simples, mas que exige um processamento diferente do corpo, pois não precisa insulina. Sem isso, não há quedas nos níveis de glicemia e a fruta não dará mais fome.


Hipoglicemia
Quando uma pessoa come, o alimento é absorvido, digerido, e o açúcar vai para o sangue, o que aumenta a taxa da substância dentro dos vasos.

Em resposta, o pâncreas produz mais insulina, hormônio que carrega o açúcar para o interior das células, onde será usado como fonte de energia.

Alguns indivíduos têm um pâncreas “atrasado”, o que significa que o intervalo de tempo entre a ingestão de um alimento com teor de açúcar e a produção de insulina é maior que o normal. Quando isso acontece, o nível de açúcar no sangue cai.

O cérebro, então, percebe a queda de energia e aciona dois hormônios. A adrenalina sai da glândula suprarrenal, que fica acima dos rins, e se espalha pelo corpo para avisar que a glicose é necessária. Esse processo acaba causando ansiedade, tremor, transpiração e palidez.

Já o glucagon é liberado pelo pâncreas e retira açúcar do fígado para distribuir pelo resto do organismo e compensar a perda de açúcar. É pela ação desses dois hormônios que se sente fome em uma crise de hipoglicemia.

Segundo Alfredo Halpern, uma taxa de glicose em jejum superior a 100 mg/dl é considerada pré-diabetes. Se for acima de 126 mg/dl, a doença já existe.


Fonte: Bem Estar