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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Embalagem de congelados está relacionada a doenças do coração


Especialistas alertam para material de risco, o mesmo dos pacotes de pipoca para micro-ondas

Dieta cheia de gordura e açúcar, falta de exercícios físicos e histórico familiar são os principais causadores de doenças cardiovasculares. Transformar a rotina em nome de hábitos saudáveis ainda é a melhor maneira de prevenir problemas como colesterol alto, hipertensão e infarto. Reconhecida a importância desses cuidados, agora os pesquisadores se voltam para outros fatores que podem interferir na saúde do coração e a descoberta mais recente está relacionada às embalagens de muitos produtos, incluindo alimentos.

Pesquisadores da Universidade de West Virginia, nos Estados Unidos, recolheram amostras do sangue de mais de 1,2 mil pessoas, entre os anos de 1999 e 2004. O objetivo era avaliar a presença do ácido perfluoro-octanóico, substância comum na composição de embalagens de alimentos e na produção de lubrificantes, tintas, papel e material têxtil. Segundo o estudo, 98% da população americana tem o composto no sangue. Mesmo com observação meticulosa, os médicos ainda não compreenderam bem como o ácido pode influenciar o histórico de doenças cardiovasculares, apenas encontraram relação entre os dois fatores.
No caso dos alimentos, são as pipocas de micro-ondas e os congelados que apresentam alta concentração do composto químico. Isso acontece principalmente porque o ácido, conhecido pela sigla PFOA, ajuda a preservar o material quando exposto a altas temperaturas. Além disso, ele conserva as gorduras usadas para dar consistência e sabor a essas receitas. O ideal, para evitar o contato de risco, é retirar os alimentos da embalagem antes de aquecê-los e preferir a pipoca feita na panela em vez da versão para micro-ondas. 


Alimentação adequada reduz o risco de doenças no coração

Fatores de risco como idade, sobrepeso, sendetarismo ou tabagismo estão diretamente relacionados com a chance de ter doenças cardiovasculares. Mas a mudança de hábitos e um controle alimentar pode diminuir o risco de ter algum problema. Descubra os alimentos amigos do seu coração: 

Oleaginosas
Castanhas, nozes e amêndoas são muito saborosas e podem ser consumidas para proteger o seu coração. Segundo estudo da Universidade Park, nos EUA, elas reduzem o risco de males cardíacos entre 25% e 39%. "Mas fique atento às versões industrializadas, fritas ou adicionadas de muito sal ou açúcar: nesse formato, o benefício fica de lado", afirma a nutricionista Fabiana Honda, da Patricia Bertolucci Consultoria Nutricional.

Chocolate
O chocolate amargo, quando consumido em pequenas quantidades, diminuiu o risco de um ataque cardíaco. Foi o que expos um relatório da Associação de Cardiologia dos Estados Unidos, em Chicago. De acordo com os especialistas, o doce diminui a tendência de coagulação das plaquetas, processo que obstrui os vasos sanguíneos.PeixesVítimas de ataques cardíacos atendidas no Centro de Pesquisas Médicas de Cardiff, no País de Gales, conseguiram evitar novos problemas em 29% apenas por incluírem peixe na dieta ao menos duas vezes pode semana. A nutricionista Fabiana Brunacci, da Equilibrium Consultoria, dá algumas dicas de como consumi-lo: "o ideal é comer o peixe grelhado ou assado, de preferência acompanhado de molhos leves, arroz, purês e vegetais".

Azeite de oliva
O azeite de oliva é um dos queridinhos quando o assunto é saúde do coração. "Ele possui muitos ácidos graxos monoinsaturados e antioxidantes, sendo um aliado na diminuição do LDL, o colesterol ruim", afirma Fabiana Honda. 

Fonte: Minha Vida


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Brasileiro consome menos peixes do que o indicado

Alimento é rico em vitaminas, minerais e gorduras boas para o organismo

A população brasileira consome menos carne de peixe do que o indicado pela Organização Mundial da Saúde, diz uma pesquisa feita pelo Ministério da Pesca e Aquicultura. Por esse motivo, o governo brasileiro promove a Semana do Peixe, em setembro de 2011, começando dia 17 e termina no dia 24. 

A população brasileira consome em média nove quilos de carne de peixe por ano, enquanto a OMS definiu como 12 quilos o consumo ideal. A OMS indica a carne de peixe como um componente da alimentação saudável, já que ela é rica em aminoácidos essenciais, vitaminas e minerais como sódio, potássio, magnésio, cálcio, ferro e fósforo, entre outros que regularizam as funções do corpo e participam do metabolismo de nutrientes.

Além disso, segundo a instituição, o consumo de peixes deve ser incentivado a fim de diminuir a ingestão de ácidos graxos saturados e aumentar a de ácidos graxos poli-insaturados. 

Outro destaque do peixe é a oferta de ômega 3, que proporciona grandes benefícios à saúde, como diminuição dos riscos de doenças cardiovasculares, redução da pressão arterial e diminuição das taxas de triglicérides e colesterol no sangue. 

De acordo com o ministro de Pesca, Sérgio Luiz, o preço cobrado pela carne de peixe no Brasil é o principal motivo de a população brasileira não consumir tanto esse alimento. Além disso, a pesquisa mostrou que o brasileiro não tem como hábito consumir carne de peixe durante a semana. 

A pesquisa alerta que o consumidor precisa observar uma série de detalhes na hora de comprar o peixe, como se a carne está firme, se odor não está desagradável e se cor não está estranha.

Peixe previne doenças cardíacas

Estudos comprovam os diversos benefícios desse alimento. Um estudo feito pela American Heart Association e publicado no periódico Circulation: Heart Failure, nos Estados Unidos, por exemplo, mostrou que o risco de desenvolver doenças cardíacas em mulheres na pós-menopausa que comem frequentemente peixe assado ou cozido é menor. Por outro lado, mulheres nesse mesmo período que comem mais peixe frito possuem maior risco de desenvolver essas doenças. 

A equipe examinou o diário de dieta de mais de 84 mil mulheres na pós-menopausa, com idade média de 63 anos e que fazem parte do Women's Health Initiative Observational Study. Eles dividiram as participantes com base na frequência e tipo de peixe consumido. Dois grupos de peixes ingeridos foram definidos: peixe assado ou cozido e peixe frito.

Pesquisas anteriores já haviam descoberto que as gorduras do peixe (Ômega 3) - EPA, DHA e ALA - podem reduzir o risco de doenças cardiovasculares por diminuírem inflamações e estresse oxidativo e melhorarem a pressão arterial, função cardíaca e vasos sanguíneos. Apesar disso, a relação exata do ômega 3 com insuficiências cardíacas não ficou clara. O próximo passo do estudo é esclarecer a ligação entre os peixes e o risco em mulheres na pós-menopausa.

Fonte: Minha Vida