Mostrando postagens com marcador adoçante. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador adoçante. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Rótulos delatam pegadinhas nas embalagens


Quem sabe interpretar os dados nutricionais favorece a saúde e a dietahare on email

Share on facebookShare on google_pluson

Um regulamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) obriga que as propagandas de alimentos que contenham quantidades elevadas de açúcar, sódio, gordura saturada ou gordura trans e de bebidas de baixo teor nutricional venham acompanhados de mensagens alertando para os riscos à saúde em caso de consumo excessivo. 

O regulamento tem o objetivo de coibir práticas excessivas que levem o público a padrões de consumo incompatíveis com a saúde e que violem o direito à alimentação adequada. Isso significa que quando você olhar uma mensagem publicitária de um alimento, nos novos padrões, ela trará: "O (nome/marca comercial do alimento) contém muita gordura saturada e, se consumido em grande quantidade, aumenta o risco de diabetes e doenças do coração" ou ainda: "O (nome/marca comercial do alimento) contém muito açúcar e, se consumido em grande quantidade, aumenta o risco de obesidade e de cárie dentária". Esta medida vale também para os refrigerantes, refrescos artificiais, bebidas com cafeína e taurina ou qualquer substância que atue como estimulante no sistema nervoso.


Os rótulos são os mais importantes

A resolução só será válida para peças publicitárias dos alimentos, não se aplicando aos rótulos. Porém, antes de comprar qualquer alimento, verificar as informações nutricionais disponibilizadas nos rótulos alimentícios é sempre aconselhável. Só assim, você fica realmente a par não só das calorias que vai ingerir como também dos nutrientes que fazem parte do alimento escolhido. Algumas confusões na hora de lê-los, no entanto, podem atrapalhar o equilíbrio da sua alimentação. 

Os enganos normalmente acontecem quando você lança mão de algum produto pensando ser benéfico para um objetivo que ele não é capaz de atender.

Confusões comuns na interpretação de estampas mais usadas nos alimentos:
rótulos


Sem gordura trans

De acordo com a Anvisa, alimentos que apresentam até 0,2 gramas de gordura trans não precisam declarar a quantidade da gordura, podendo ser expressa como zero ou não contém gordura trans , explica a especialista sobre as informações comumente encontrada nos rótulos.

Porém, o que você deve verificar é se, entre os ingredientes, existe gordura vegetal hidrogenada. "Quando há esse ingrediente, o alimento apresenta gordura trans, mesmo não sendo declarado", explica a nutricionista Roberta Stella. Além disso, ela lembra que, como a porcentagem de valor diário de gorduras trans não é estabelecida, os rótulos não indicam nenhum valor de consumo. O conselho da nutricionista é ter em mente que a quantidade da gordura não deve ser superior a 2 gramas diários. 


Sem colesterol

Passeando pelas prateleiras dos supermercados, é fácil encontrar óleos de origem vegetal com a informação de que são isentos de colesterol. Segundo Roberta, dizer que os óleos vegetais são livres de colesterol, é o mesmo que dizer que a chuva é molhada, já que o colesterol só é encontrado em alimentos de origem animal. 

"Quando o rótulo de certo produto indica que ele é livre de colesterol não necessariamente ele é melhor que outro com a mesma composição. Um óleo vegetal que estampa sem colesterol em sua embalagem não se difere de outro óleo vegetal que não apresenta este tipo de comunicação" , exemplifica. O raciocínio, lembra ela, também vale para os cremes vegetais. 

casal lê rótulo


Diet

Relacionar alimentos diet com alimentos de baixas calorias é a confusão mais freqüente com esta estampa nos rótulos. Os alimentos diet são aqueles que sofrem modificações na composição de nutrientes para atender uma condição específica. Produtos com restrição de carboidratos, por exemplo, atendem aos diabéticos. Aqueles com restrição de sódio são indicados aos hipertensos . 

Para que o alimento seja considerado diet, a quantidade de determinado nutriente deve estar presente em valores não significativos, ou ainda, nulos. Mas isso não significa que o alimento apresente, necessariamente, uma redução de calorias. Um bom exemplo é o chocolate diet, que possui a mesma quantidade de calorias da sua versão tradicional.

Zero

"Os produtos zero não possuem muita diferença quando comparados aos produtos diet, ou seja, há uma isenção em algum dos seus componentes nutricionais, que podem ser açúcar, sal, proteínas ou gorduras", explica a nutricionista Paula Cristina da Costa, do centro de diabetes da Unifesp. O ideal é sempre dar uma boa olhada no rótulo para descobrir a que redução ele se refere. Muitas vezes, o lançamento de um produto zero pode ser mais jogada comercial do que efetivamente uma inovação. 

É preciso ter muito cuidado tanto com os produtos "zero" como com os diet para não levar "gato por lebre". Esses produtos são mais eficientes para pessoas com restrições alimentares, principalmente relacionadas ao açúcar. Porém, a substituição de adoçante no lugar do açúcar pode ser prejudicial caso o consumo não seja moderado. A nutricionista explica que a sacarina e o ciclamato, tipos de adoçantes usados, contém muito sódio na composição, por isso, pessoas com problemas de hipertensão deve consumir com moderação.  


Light

O termo light é empregado em alimentos que apresentem uma redução mínima de 25% em calorias ou em algum nutriente, comparando com sua versão original. A diferença entre os alimentos light e diet é que os primeiros não são formulados para atender uma condição específica, como é o caso dos produtos diet. Entretanto, "um alimento diet que tem uma redução mínima de 25% nas calorias também pode ser considerado light. Isso explica porque os alimentos anteriormente classificados como diet são, hoje em dia, descritos como light" , fala a nutri sobre pães e refrigerantes encontrados no mercado. 


Outra diferença entre light e diet é que os alimentos light costumam apresentar uma tabela comparativa com o alimento base. Na tabela, é possível descobrir em qual característica nutricional do alimento foi feita a redução. "O que deve ficar claro é que nenhum dos dois tipos de alimento (light e diet) tem sempre o valor calórico reduzido" , alerta Roberta. Ainda de acordo com ela, analisar estas diferenças nos rótulos é fundamental para que a comunicação dos alimentos não se torne uma armadilha.  


Fonte ou rico de vitaminas?

Para atingir a quantidade diária de nutrientes recomendados, vale optar por alimentos fontes deles. Ou será que a melhor alternativa é escolher aqueles que são ricos no nutriente que você procura? Realmente existe diferença entre as duas especificações das embalagens. "Quando você lê que o produto é fonte de vitaminas e minerais, por exemplo, não significa que ele é rico em tais nutrientes" , ressalta a especialista. 

A explicação é: para que o alimento seja classificado como fonte, ele precisa conter, no mínimo, 7,5% do valor diário (%VD) para alimentos líquidos e 15% do valor diário para alimentos sólidos. "Agora, para serem classificados como ricos, eles precisam ter o dobro da porcentagem indicada para ser fonte. Ou seja, um valor mínimo de 15% do valor diário para líquidos e 30% para os sólidos" , ensina Roberta. 

Fonte: Minha Vida


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Especialistas falam sobre os riscos do açúcar para obesidade e diabetes


O açúcar não está presente apenas em doces, frutas e refrigerantes, mas também em alimentos salgados como pães e massas, que se transformam em glicose dentro do organismo. A diferença entre eles está na velocidade com que caem na corrente sanguínea: o doce leva poucos segundos, enquanto as moléculas dos demais podem demorar até uma hora para serem quebradas.


Em excesso, o açúcar pode provocar obesidade e diabetes tipo 2, doenças que são facilmente evitadas, com atividade física e reeducação alimentar. Para falar sobre os perigos dessa substância de alto poder calórico e sobre como prevenir a diabetes, os endocrinologistas Maria Lúcia Giannella Alfredo Halpern. Segundo os médicos, a gordura abdominal predispõe a doenças metabólicas.
Tomar uma bola de sorvete é o mesmo que comer uma colher e meia de sopa de açúcar. Veja abaixo quanto há em outros alimentos:

Apesar dos riscos, o açúcar não é apenas um vilão: a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que ele responda por 10% do consumo total de calorias diárias. Em colheres de sopa, a quantidade não deve passar de quatro, o equivalente a 50 gramas.



Por dia, um indivíduo deve ingerir de 45% a 65% das calorias sob a forma de fibras e carboidratos complexos (batata, arroz, pães e massas), 10% de açúcares livres (de mesa, refrigerantes, sucos artificiais, doces e guloseimas), de 10% a 15% de proteínas (leites, derivados e carnes) e de 15% a 30% de gorduras. Produtos diet não contêm açúcar, enquanto os light apresentam quantidade reduzida de calorias e podem ser adoçados.


Conheça a incrível história da mulher que há dez anos toma 12 litros de refrigerante por dia e não é gorda, mas sofre de pressão alta (20 por 11 sem medicação e 16 por 8 com). Antigamente, a funcionária pública Vera Lúcia Fernandes, de 56 anos, bebia 16 litros. E também é fumante.



Só com o refrigerante, Vera Lúcia consome 1,2 quilo de açúcar por dia, 8,6 quilos por semana, 37 quilos por mês e 451 quilos por ano – quase meia tonelada. Além disso, a bebida apresenta uma alta concentração de sódio. Por mês, a funcionária pública gasta R$ 430 com refrigerante, e R$ 5.280 por ano. O vício, que causa abstinência, tremedeiras e já a fez procurar terapia, não atinge só ela, mas o filho e o neto de 7 anos, que começou a receber a bebida com 3 meses de vida.
Muitos não abusam do açúcar no refrigerante, mas no café. Sem se dar conta, as pessoas adoçam o cafezinho durante o expediente e perdem a conta. Ao longo do dia, são vários copinhos. Quem toma cinco cafés, por exemplo, chega a consumir de 10 a 12 colheres de açúcar.

O caminho do açúcar

Quando os alimentos passam pelo intestino, onde a glicose é absorvida, há um sinal para que o pâncreas produza insulina, hormônio responsável por fazer com que a glicose que chegou à corrente sanguínea entre nas células e nos músculos do corpo, que usam o açúcar como fonte de energia.



Quem ingere mais glicose que o necessário acaba armazenando a substância sob a forma de gordura. A insulina também faz com que a glicose entre nas células do tecido adiposo, por isso o excesso desse hormônio acarreta ganho de peso.



Já na falta da insulina, que ocorre em diabéticos, a glicose não consegue entrar nas células e fica na corrente sanguínea, não se transformando em energia. Isso causa a hiperglicemia, ou seja, alto índice de açúcar no sangue - que também pode estar presente na urina.



Tipos de diabetes



Na diabetes tipo 1, um processo imunológico destrói as células que fabricam insulina. Em geral, a doença se manifesta na infância ou adolescência, e o pacientes precisam tomar insulina pelo resto da vida.



O tipo 2 é o mais comum. Na maioria das vezes, está associado à obesidade ou à presença de gordura abdominal. Costuma aparecer depois dos 45 anos de idade. O tratamento é feito com remédios, exercícios físicos e dieta.



A diabetes pode ser, ainda, gestacional, que aparece apenas durante a gravidez, ou decorrente do uso de medicamentos e pancreatite crônica.



Quem é diabético deve contar todos os dias a quantidade de açúcar que consome. Também precisa controlar o açúcar contido nas frutas.



Os sinais de alerta para a doença são: ter o problema na família, excesso de peso, vida sedentária, mais de 40 anos, pressão, colesterol e triglicérides altos, usar corticoides e anticoncepcionais e, no caso das mulheres, ter tido filhos com mais de 4 quilos, abortos ou natimortos.



Entre os sintomas da diabetes tipo 2, estão infecções frequentes, alterações visuais, dificuldade de cicatrização de feridas, formigamento dos pés e furúnculos.


Açúcar refinado e adoçante



O açúcar refinado não é necessário na alimentação porque existem outras fontes mais saudáveis. O ideal é optar pelos tipos mascavo ou orgânico. Apesar disso, eles custam mais caro e adoçam menos



Já o adoçante é uma substância doce, mas o corpo não ganha energia com esse produto químico. Alguns estudos revelam efeitos colaterais do excesso de adoçante, como retenção de líquido e obesidade.

Fonte: Bem Estar

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Adoçante não dá saciedade e deve ser usado com orientação médica

Produto é recomendado principalmente para diabéticos e pré-diabéticos.

Calcule o quanto você pode consumir por dia, com base no seu peso.


Se você se identifica com 61% das pessoas que responderam à enquete aqui no site sobre adoçantes, você usa o produto para economizar calorias, com o objetivo de perder peso ou se manter nele.
O adoçante é indicado para pessoas diabéticas, com pré-diabetes ou que precisam emagrecer, desde que com recomendação de um médico ou nutricionista.

Cinco gotas do produto equivalem, em geral, a uma colher de chá de açúcar. E um sachê corresponde a duas colheres de chá de açúcar. Um sachê de aspartame, sacarina, sucralose ou ciclamato (800 mg) tem 3 kcal, um de estévia tem 0,81 kcal, e um de açúcar (6 g) tem 24 kcal.
Calcule o quanto você pode consumir por dia, com base no seu peso. Veja também qual é o seu índice de massa corporal (IMC).


A sucralose adoça 600 vezes mais que a sacarose, a sacarina adoça 500 vezes mais e o aspartame tem capacidade de adoçar 200 vezes mais.
Segundo o endocrinologista Alfredo Halpern e a engenheira de alimentos Ana Maria Giandon, o adoçante não satisfaz nossa necessidade de glicose. Agrada ao paladar, mas o cérebro não interpreta a ingestão como a de um doce. Ele entra e sai do organismo sem ser metabolizado – com exceção do aspartame.


Os adoçantes podem ser usados por diabéticos porque não necessitam de insulina para serem metabolizados. Pessoas com a doença têm deficiência na absorção de insulina ou não produzem esse hormônio no pâncreas.


A função da insulina é quebrar as moléculas de glicose para transformá-las em energia aproveitada por todas as células.
Uma boa dica do Bem Estar é tentar se acostumar ao gosto natural dos alimentos, seja um suco de frutas ou um cafezinho.
E a redução de calorias não ocorre apenas com o uso de adoçantes não calóricos. Uma alimentação rica em fibras, cereais integrais, vegetais e carnes magras, além de atividade física regular, são os maiores aliados para manter o peso e a glicemia no nível ideal.


Metabolização
Alguns adoçantes não são metabolizados pelo organismo e são eliminados diretamente pela urina. É o caso da sacarina, da sucralose e da estévia.
Já o ciclamato é absorvido parcialmente no intestino e depois eliminado pela urina. O aspartame, por ser uma proteína, é metabolizado.


Dicas
- O açúcar não é um vilão e pode ser consumido também por indivíduos acima do peso, desde que em quantidades adequadas
- Preste atenção aos açúcares e achocolatados light. Como são mais doces, ingira uma quantidade menor que o normal para economizar calorias
- Leia sempre o rótulo, pois alguns produtos light só garantem economia de calorias se for usado leite desnatado. Um bolo normal tem 127 kcal, enquanto um light pode ter até 100 kcal.

Fonte: Bem Estar

segunda-feira, 19 de março de 2012

Açúcar x Adoçante

O consumo do adoçante artificial virou um mito. Alguns profissionais da saúde defendem os seus benefícios e outros os seus malefícios. As informações ainda são contraditórias.

Recentemente uma pesquisa polêmica norte-americana concluiu que o consumo de adoçante para redução da ingestão de calorias pode ser uma grande armadilha. Muita calma! Este estudo foi feito em ratos e não em humanos e a escolha sobre o que é melhor (adoçante ou açúcar), depende de alguns fatores individuais de cada pessoa. A verdade é que podemos conviver com os dois, o que é bom para alguns, pode não ser para outros e vice-versa! O adoçante é produzido a partir da mistura de algum nutriente com um ou mais edulcorantes, substâncias naturais ou artificiais, responsáveis pelo sabor doce que eles têm.


A sua principal vantagem é ter poucas calorias, mas, isso não quer dizer que podem ser consumidos sem critério. São recomendados para dietas especiais como as de restrição (Obesidade e Diabetes) e as de emagrecimento, mas, gestantes, nutrizes e crianças não devem consumi-los a não ser com ordem médica. Leia nosso artigo que fala sobre adoçantes.

Sobre o consumo de açúcar refinado já sabemos que pode causar efeitos indesejáveis, como cárie dental, aumento na produção de insulina, fermentação no sistema digestivo, aumento de peso, entre outros. Além disso, este tipo de açúcar (refinado) não possui nutrientes, devido ao processo de refinamento. Indivíduos diabéticos devem evitar além de açúcar refinado, mascavo e light, alguns adoçantes dietéticos como frutose, sorbitol e manitol. Os outros podem ser consumidos, porém é sempre importante estar atento às recomendações de médicos e nutricionistas.

Para aqueles que realmente não gostam do sabor e não conseguem tomar ou comer nada com adoçante e precisam reduzir as calorias do cardápio, vale experimentar o açúcar light. Possui um tipo de adoçante em sua composição, a sucralose; que adoça mais que o açúcar refinado e apresenta a mesma caloria.

As opções hoje são diversas. Somos bombardeados com anúncios e rótulos induzindo-nos constantemente a substituir o açúcar por adoçantes artificiais, no cafezinho, nas bolachas, iogurtes, balas, sorvetes, pães e até em remédios. Saudados como a solução para quem luta contra a balança e não quer abrir mão de uma saborosa sobremesa, os adoçantes fazem parte de uma matemática desigual: nunca foram usados tantos substitutos artificiais para o açúcar e, ao mesmo tempo, o mundo nunca esteve tão gordo.

Para se ver livre dessa dependência, é preciso acompanhamento de especialista, mudança gradativa da dieta (reeducação alimentar) e prática de exercícios físicos. Muitas pessoas trocam um alimento ou substância por outra por pura vaidade, sem se importar se faz bem ou mal à saúde.

No estudo norte americano comentado no início, os cientistas acompanharam a alimentação de 17 ratos divididos em dois grupos. O primeiro recebeu iogurte adoçado com sacarina, enquanto o segundo tinha o alimento acrescido de açúcar. Depois do iogurte, os animais receberam suas dietas normais. Decorridas cinco semanas, o grupo dos ratos que comeram iogurte com adoçante ganharam mais peso se comparados aos que comeram iogurte com açúcar. Essa informação não basta para você de repente substituir o adoçante pelo açúcar.

O brasileiro, em média, já consome em média 19% das calorias recomendadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) sob a forma de açúcar; enquanto o máximo seria de 10%. Para a Fundação Britânica de Nutrição, o tema requer mais pesquisas, pois o resultado deste estudo ainda não prova que os adoçantes são prejudiciais às dietas dos humanos.

Quando for comprar um adoçante, leia o rótulo e conheça o tipo de edulcorante utilizado. Conheça a nova norma e recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre os edulcorantes (RDC 18/08), que mostra a redução do limite máximo de uso de sacarina e ciclamato em bebidas e alimentos; e a aprovação do uso de três novas substâncias: a taumatina, o eritritol e oneotame. Os aditivos só poderão ser utilizados pela indústria quando estiverem explicitamente definidos em legislação específica, com suas respectivas funções, limites máximos de uso e categorias de alimentos permitidas.

Diante de tantas dúvidas, resta a conclusão: tanto no consumo de açúcar ou no de adoçantes, a solução ideal parece ser mesmo a boa e velha moderação. Experimente e verifique quais os melhores produtos para você, visando sempre o seu objetivo: emagrecer, ter uma vida saudável ou restringir a ingestão de açúcar devido a alguma doença. Procure sempre um nutricionista e faça a escolha certa!

Fontes consultadas:

Swithers SE, Davidson TL. A Role for Sweet Taste: Calorie Predictive Relations in Energy Regulation by Rats. Purdue University, Behavioral Neuroscience. 2008;122(1):161-173.

Fonte: Blog da BBel

terça-feira, 5 de abril de 2011

Alimentos "light" x "diet"


Eles também possuem calorias e precisam ser consumidos com cuidado e moderação


É só começar a dieta que muita gente não hesita em encher o carrinho de compras com alimentos lights. Só para ter uma ideia do peso dessa turma no cardápio dos brasileiros, um levantamento feito pela Indústria Brasileira de Alimentos Dietéticos (Abiad) mostrou que esses produtos estão presentes em mais de 35% dos lares da população. A grande preferência por eles está relacionada à ideia de que eles aumentam as chances de perder peso ao fazer dieta para emagrecer.

É aí que muita gente erra a mão, ignorando até mesmo as quantidades das porções. Os "lights" também têm calorias e, quando ingeridos em excesso, contribuem tanto quanto a versão convencional para o ganho de peso. Conversamos com as nutricionistas Camila Abreu e Ana Paula Souza que esclarecem as dúvidas a respeito desses alimentos.



É light ou diet?

Os termos ainda confundem, mas a diferença entre os dois é grande. Entretanto, diet é aquele produto que indica em sua embalagem a ausência total de algum nutriente ou ingrediente, que pode ser o açúcar, o sal, a gordura, a lactose, entre outros.

Segundo a nutricionista Camila Abreu, a escolha do "diet" deve variar conforme a necessidade de cada pessoa. "Produtos específicos para diabéticos devem ser totalmente isentos de açúcar, por exemplo. Para pessoas com problemas cardiovasculares, a restrição deve ser de gordura e assim por diante", completa a profissional.

Já os alimentos classificados como "light" têm uma redução de pelo menos 25% da quantidade de um determinado elemento de sua composição em relação ao alimento tradicional. "São aqueles com baixo teor de componentes - sódio, açúcares, gorduras, colesterol - e/ou calorias, ou seja, não são isentos totalmente como os diet", explica Camila.



O produto Light faz mal?

Na verdade, não é que eles fazem mal. "É que muitos produtos light têm adoçante e essa substância, quando consumida em excesso, pode fazer mal no futuro", esclarece a nutricionista Ana Paula Souza. Apesar de existirem muitas pesquisas sobre o assunto, os malefícios do adoçante não são comprovados.

Como o adoçante é químico, a substituição por mel ou açúcar mascavo pode ser feita. "Eu indico a substituição pelo açúcar Demerara que é ainda mais saudável do que o açúcar mascavo, por conter mais nutrientes", recomenda Ana Paula.



É light mesmo?

A informação deve estar impressa nas embalagens. Se você identificar uma redução de, pelo menos, 25% de nutrientes ou calorias num alimento, ele pode ser considerado light. Apesar disso, a própria tabela nutricional pode confundir o consumidor. Ás vezes, um pão normal tem uma tabela em que se avalia 30 gramas do produto, enquanto o pão light possui uma que considera a porção de 20 gramas. Por isso, deve-se ficar atento ao rótulo e verificar a proporcionalidade entre eles.

A nutricionista Camila Abreu enfatiza que não é preciso consumir apenas alimentos diet ou light. O importante são os conceitos de bom-senso e moderação. "Mesmo se o alimento for light fique atento às quantidades ingeridas. Não só a escolha dos alimentos certos, mas também a quantidade é o que faz alguém engordar ou emagrecer", aponta a nutricionista.

Substituições inteligentes

Em alguns casos, a escolha do alimento light é, de fato, a mais saudável para sua alimentação. Troque sempre o leite integral, que possui muita gordura, pelo desnatado. Se achar que o gosto é muito diferente, opte pelo semi-desnatado. "Essa dica também vale para outros produtos lácteos, como os iogurtes", diz Camila Abreu.

Para os fãs de chocolate, a boa notícia é que as versões meio-amarga e com 75% de cacau têm ação antioxidante e são mais saudáveis que a tradicional ou a diet, que possui mais gordura em sua formulação.

Trocar a famosa manteiga do pãozinho francês por uma margarina light em um pão integral também compensa. "Além da redução de gordura e calorias, é uma opção de lanche mais saudável, pois os alimentos integrais contêm mais fibras, que ajudam no bom funcionamento do intestino e na saciedade", afirma a nutricionista.

As geleias e achocolatados também podem (e devem!) ser substituídos pelas versões light, pois realmente se diferenciam nas calorias das versões tradicionais. Já os refrigerantes, mesmo os "lights", devem ser consumidos com moderação por causa do adoçante, do sódio e do gás. Prefira os sucos naturais, que carregam todos os nutrientes das frutas.

Fonte: Site Minha Vida