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sábado, 24 de março de 2012

Água Mineral: qual é a mais indicada para você?


Sódio, bicarbonato, cálcio e outros nutrientes melhoram a sua saúde

Na escola, aprendemos que a água é incolor, inodora e insípida. Mas será que água é tudo igual? A resposta é não. Dependendo das características das fontes de onde a água é retirada, sua composição química varia, causando alterações no gosto e nos próprios benefícios obtidos pelo consumo.

"Água mineral, por definição, são aquelas provenientes de fontes naturais que possuem composição físico-química definida", explica Carlos Lancia, hidrogeólogo e presidente da Associação Brasileira dos Industriais de Águas Minerais (Abinam). "Elas são diferentes da água de torneira por possuírem ação medicamentosa."

Conheça a composição de cinco marcas encontradas nos supermercados (Schin, Bonafont, Minalba, Crystal, Nestlé Pureza Vital) e contou com o especialista para entender quais são as diferenças entre elas. Confira a galeria e saiba qual é a água mais indicada para você.

A água mineral é formada pela água da chuva que se infiltra no solo e, ao passar pelas rochas, carrega os sais minerais ali existentes. "Quando a água atinge uma rocha impermeável, forma-se uma jazida de água mineral, com sais totalmente naturais e diferentes de acordo com as características da jazida", explica o hidrogeólogo Carlos Lancia. "Não existe nenhuma água mineral com composição idêntica".

* Bonafont - é a marca mais recomendada, dentre as que analisamos, para pessoas que necessitam de dieta pobre em sódio, como hipertensos, gestantes e cardiopatas, pois contém apenas 0,35 mg/L desse elemento, quantidade considerada baixa em comparação com outras marcas que chegam a conter 35,54 mg/L de sódio na composição. Composição química (mg/L): Bicarbonato: 2,51; Cálcio: 1,08; Sódio: 0,34; Cloreto: 0,62; Magnésio: 0,52; Sulfato: 0,1; Fluoreto: 0,5

* Schin - A água mineral da Schin, dentre as marcas comparadas, tem a maior taxa em miligramas de magnésio, 11,1 mg/L. A necessidade diária de ingestão para uma pessoa de estatura média e de 70kg é de 50mg/L. Por isso, é a mais recomendada para atender rapidamente às necessidades diárias do mineral no organismo. Ela também é a marca com maior quantidade de cálcio na composição química (32,77 mg/L). A necessidade diária de cálcio do corpo é de 1000mg/L. A água da Schin também contém lítio, um metal bastante conhecido da indústria farmacêutica por seu um componente de medicamentos estabilizadores de humor, receitados pela psquiatria. Mas, de acordo com o psiquiatra da Unb, Raphael Boechat, devido a sua baixa concentração na água, os sais de lítios não provocam efeitos positivos ou negativos à saúde. "A quantidade mínima de sais de lítio, utilizada em psiquiatria é de 900 a 1500 mg/L. Já a água da Schin conta com 0,012 mg/L desse elemento", diz Boechat. Composição química (mg/L): Bicarbonato: 150,85; Cálcio: 32,77; Sódio: 25,85; Cloreto:13,02; Magnésio:11,1; Sulfato: 17,8; Fluoreto: 0,06; Lítio: 0,012

* Minalba - "É indicada para pessoas com problemas digestivos, já que, para esse tipo de problema, o recomendado é consumir uma água com mais de 100mg de bicarbonato - a Minalba contém 107,17 mg/L", explica Carlos Lancia. Essa marca também tem um gosto mais leve que as outras, por causa do baixo teor de sódio e cloreto. Índices muito elevados desses dois elementos deixam a água levemente salgada, por isso, se você tem paladar mais aguçado, opte pela Minalba. Composição química (mg/L): Bicarbonato: 105,15; Cálcio: 17,14 ; Sódio: 1,1; Potássio: 1,3; Cloreto: 0,3; Magnésio: 0,8; Sulfato: 0,2; Fluoreto: 0,05

* Crystal - assim como a Schin e a Minalba, a Crystal também é boa para problemas intestinais. A marca também é a que possui maior quantidade de Fluoreto, bom para a prevenção de cáries. Composição química (mg/L): Bicarbonato: 107,17; Cálcio: 3,7; Sódio: 35,54; Potássio: 2,7; Cloreto: 1,27; Magnésio: 1,05; Sulfato: 1,4; Fluoreto: 0,93

* Nestlé Pureza Vital - apesar de apresentar bom nível de cálcio, importante na prevenção de doenças ósseas, não foram observados outros pontos de destaque. Composição química (mg/L): Bicarbonato: 75,71; Cálcio: 15,72; Sódio: 9,32; Cloreto: 0,22; Magnésio: 0,11; Sulfato: 0,1; Fluoreto: 0,09.

Por Andressa Basilio


sexta-feira, 23 de março de 2012

Água: um santo remédio para o corpo

Quem consome água de forma regular durante o dia ajuda o corpo a funcionar melhor, previne problemas de saúde e até fica mais bonito. "A água tem um papel regulador de muitas funções de nosso organismo. a quantidade de água que consumimos tem um papel fundamental desde o controle da temperatura até o bom funcionamento do sistema circulatório", explica o fisiologista Raul Santo de Oliveira, da Unifesp.

Para saber a quantidade certa de água para consumir, basta multiplicar o seu peso corporal por 0,03. Assim, uma pessoa com 70 quilos, por exemplo, deve tomar aproximadamente 2,1 litros de líquido por dia. "É importante lembrar que esse cálculo é feito de maneira geral, mas a necessidade de água varia de pessoa para pessoa. Uma atleta de alto rendimento, por exemplo, pode perder um litro de água por hora, e por isso precisa de uma maior ingestão", diz o fisiologista.

A seguir, conheça 12 motivos para deixar sempre um copo de água por perto:

1.Controlar a pressão sanguínea: Um estudo feito pela Vanderbilt University Medical Center, nos Estados Unidos, mostrou que a água sem nenhum aditivo pode ter um papel importante para regular a pressão sanguínea. "A água tem grande influencia no controle da pressão, já que a sua presença determina a densidade do sangue. É por isso que em alguns aparelhos medidores, a pressão é medida em porcentagem de água no sangue", explica Raul Santo.

2.Previne cãibras:As cãibras aparecem quando há um desequilíbrio hidroelétrico em nossos músculos, causando uma contração involuntária da musculatura. "Elas acontecem por que existe um desequilíbrio na quantidade de água de nossos músculos. Beber água regularmente ajuda manter o equilíbrio hidroelétrico e o bom funcionamento das células musculares", diz o fisiologista.

3.Protege o coração: Um estudo feito pela Loma Linda University, nos Estados Unidos, mostrou que pessoas que bebem mais de cinco copos, o que equivale em média a dois litros, de água diariamente, têm menos chances de sofrer ataques cardíacos ou outras doenças do coração do que aqueles que bebem menos do que isso. "Com o sangue mais diluído, ele flui com mais facilidade pelos vasos sanguíneos, diminuindo as chances de infartos e derrames", explica o fisiologista.

4.Melhora o funcionamento do intestino: Quando o intestino não está funcionando muito bem, uma boa dica é comer mais fibras e ingerir mais água também. Aliás, ingerir muitas fibras e pouca água provoca o efeito reverso: intestino preso. Isso mesmo, a água auxilia na lubrificação das paredes intestinais e na movimentação do bolo fecal, evitando constipação e a formação de gases.

5.Aumenta a resistência física: Durante exercícios físicos, a perda de água pelo suor faz com que nosso desempenho piore. Esse processo pode ser observado também longe do treino. De acordo com o especialista, algumas profissões exigem um esforço muito grande do corpo, e consequentemente, há uma perda maior de água pela transpiração. "Um carteiro ou um entregador, por exemplo, se não tomarem cuidado com a hidratação, não conseguirão fazer um bom trabalho, já que realizam um esforço físico muito grande durante o dia". Além da hidratação, a água ajuda a controlar a temperatura do corpo, e assim melhora o rendimento em alguns esportes.

6.Limpa o organismo: O consumo de água é vital para o bom funcionamento do organismo, já que quando não nos hidratamos corretamente, substâncias tóxicas e prejudiciais ficam retidas no organismo, abrindo o caminho para o aparecimento de algumas doenças. A cada 500 gramas de gordura que o organismo metaboliza, são produzidos e despejados no organismo cerca de 550 gramas de um mix de água e resíduos que tende a se acumular cada vez mais. Para que sejam eliminados, só há um meio: botar mais água para circular no corpo, o que proporciona uma espécie de faxina interna, garantindo o equilíbrio hídrico do organismo.

7.Protege contra pedra nos rins: Beber muita água é a principal maneira de se proteger da formação de um cálculo no rim. Quanto mais água bebermos, mais o nosso sangue circulará e ficará diluído, facilitando o trabalho dos rins na hora de excretar nutrientes que não são mais necessários em nosso organismo. "A ingestão continua de água faz com que nossos rins trabalhem constantemente devido ao maior volume de sangue. E isso acontece sem sobrecarregar os rins, mantendo sua função de "limpar" o sangue eficiente", diz o urologista Roberto Maluf, do Hospital Santa Cruz.

8.Transporte de nutrientes: A água também é fundamental para que ocorra um bom transporte de nutrientes em nosso organismo. Segundo o fisiologista Raul Sano, sem ela, o sangue fica mais denso e, consequentemente, menos capaz de transportar nutrientes como vitaminas e minerais para nossas células. "A parte líquida do sangue, chamada de plasma, deve corresponder a 55% do sangue. Se essa proporção diminui pela falta de água, as células não recebem todos os nutrientes que deveriam".

9.Ajuda a emagrecer: Por aumentar a atividade no sistema nervoso, e assim elevar o nível de energia gasto, o hábito de beber água constantemente também promove a perda de peso. De acordo com cientistas do Vanderbilt University Medical Center, uma pessoa que beba três copos de água por dia pode perder três quilos em um ano, sem mudar em mais nada sua rotina. Isso não resolve o problema de excesso de peso, mas ajuda quem quer emagrecer a entender como o sistema nervoso funciona. De acordo com a endocrinologista Alessandra Rascovski, se ingerirmos bastante líquido durante o dia, conseguiremos manter o estômago relativamente preenchido. Isso significa maior saciedade e, por sua vez, menor comida ingerida.

10.Protege os olhos: Manter o organismo hidratado é essencial para que os olhos fiquem protegidos de lesões. "Os olhos são órgãos muitos sensíveis a desidratação. Por isso, manter o organismo com níveis de água elevados, protege os olhos de ressecamento que podem levar a problemas oculares como inflamações e infecções", diz Raul Santo.

11.Absorção de vitaminas: Algumas vitaminas, como a vitamina A, B e C são hidrossolúveis, ou seja, só são absorvidas pelo organismo com a presença de água. "Ao contrário das vitaminas lipossolúveis, que ficam armazenadas no tecido adiposo, as vitaminas hidrossolúveis precisam ser consumidas regularmente, assim como a água, já que são eliminadas pela urina", diz Raul Santo.

12. Manter a pele jovem: Um dos primeiros sinais da falta de água (desidratação) se dá na pele e nas mucosas. "Entre as células, temos um líquido intersticial que ajuda na sustentação da pele, entre outras funções. A falta de ingestão de água deixa a pele flácida e sem viço", explica a dermatologista Daniela Taniguchi. A pele perde o turgor, demorando para voltar ao seu estado natural, quando sofre uma distorção. Por exemplo, quando beliscamos a pele, ela logo deve voltar ao seu estado normal ao soltarmos. Se isso demora para acontecer, é sinal de que está desidratada e flácida. Além de deixar a pele hidratada e firme, beber água também favorece a excreção de toxinas, substâncias que prejudicam a pele.

Fonte: www.minhavida.com.br

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Como consumir frutas

Frescas, congeladas, desidratadas, em calda, liofilizadas, ou na forma de suco. São tantas opções que não tem desculpa para não incluir frutas no cardápio. Mas, quais as diferenças entre elas? Qual é a opção de fruta mais saudável e nutritiva para consumir? Qualquer processamento interfere nas características do alimento e com a fruta não é diferente. A fruta fresca é sem dúvida, a melhor opção, mas nem sempre temos tempo e condições de consumi-la. Já a fruta processada, além de ser prática, pode ser encontrada mesmo fora de época (safra).

Em sua forma natural, a fruta fornece muitos benefícios à saúde. O alimento possui poucas calorias (com exceção do coco, açaí e abacate) e alto teor de vitaminas e minerais antioxidantes. As frutas também hidratam o organismo, fornecem energia e fibras, contribuindo para o funcionamento intestinal e para maior saciedade. Além disso, elas podem ser consumidas de diversas maneiras e em muitas receitas.

As frutas desidratadas passam por um processo que usa ar quente e retira toda a água da fruta para ela ficar com o aspecto de seca. A boa notícia é que este processo faz com que as elas apresentem concentrações maiores de muitos nutrientes (com exceção da vitamina C e as do complexo B) e fibras, quando comparadas às frutas frescas.

Mas a quantidade de calorias também aumenta devido à concentração ainda maior do açúcar da fruta, conhecido como frutose. Portanto, se estiver de dieta, tome cuidado com o excesso. Para ter uma ideia, uma taça de uvas frescas possui 104 calorias e 1,4g de fibras, enquanto meia taça de uvas passas fornece 434 calorias e 5,4g de fibras. Uma grande vantagem das frutas desidratadas é em relação à praticidade de consumo, de armazenamento e ao tempo de validade.


As frutas liofilizadas passam por um processo especial de secagem que envolve baixas temperaturas e pressão. Esse processo deixa as frutas sequinhas e crocantes, além de conservar mais os nutrientes do que o processo de desidratação comum. A desvantagem é que as calorias também aumentam e 100g da fruta liofilizada pode equivaler a quase um quilo da fruta fresca.

Já em relação aos sucos, aqueles de frutas feitos em casa são sempre a melhor opção, desde que seja tomado logo depois do preparo para aproveitar todas as vitaminas. O suco caseiro é natural, livre de conservantes e corantes, rico em vitaminas, mas pobre em fibras, assim como os industrializados. As fibras se perdem no processo de extração do sumo.

Os sucos industrializados são práticos, mas a maioria contém conservantes, corantes e muito açúcar em sua composição. Se tiver criança em casa, prefira sempre os sucos naturais, os de polpa congelada sem açúcar ou os industrializados classificados como suco natural ou néctar, que possuem maior quantidade de polpa e não têm conservantes.

Fonte: Blog da BBel

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Forma de preparo dos alimentos é essencial para dieta menos calórica

Consumir menos açúcar, menos gordura e mais fibras é a melhor maneira de perder peso. As calorias devem ser reduzidas e não eliminadas.


Para manter o corpo em forma é preciso abrir mão alguns alimentos. A opção para não sofrer tanto durante a dieta é fazer algumas substituições, consumindo menos calorias e, consequentemente, preservando a saúde.

As calorias e gorduras também são necessárias para a saúde, por isso, elas devem ser reduzidas e não eliminadas. “Se a pessoa tirar toda a gordura e todo o óleo da alimentação, provavelmente em um mês ela já comece a sentir os efeitos da falta do ácido graxo essencial. Os primeiros sintomas são pele descamando. Você não come e pode ficar doente”, afirma a nutricionista Salete Brito.


O cardápio mais magro pode começar logo cedo, na hora do café. Adoçado com uma colher de chá de açúcar, a bebida tem 25 calorias, já puro tem quase nenhuma. Um copo de leite integral tem 120 calorias, já o desnatado tem a metade disso. O pão francês tem em média 135 calorias, quantidade equivalente a duas fatias de pão integral. “As fibras ajudam a manter nosso intestino funcionando direito, além de manter o colesterol mais adequado no sangue e controla a glicemia”, explica a nutricionista.


No almoço também é possível consumir calorias em proporção mais reduzida. Um bife do tamanho da palma da mão tem cerca de 170 calorias. Já o bife à parmegiana pode significar o triplo – 485 calorias. O camarão frito tem quase quatro vezes mais calorias do que o cozido. O ovo frito tem cerca de 108 calorias, mas quando servido cozido tem 30 a menos.

Até a mesma fruta pode ter um número de calorias diferentes. A banana nanica, por exemplo, tem aproximadamente 87 calorias e a prata 55. A fruta é sempre mais saudável que o suco, porque mantém as fibras e vitaminas que, algumas vezes, se perdem durante a preparação. No caso do abacaxi, a diferença de calorias também é grande. Um copo de suco com 350 ml tem cerca de 150 calorias, já a fatia da fruta apenas a metade disso. Quem preferir um suco menos calórico, pode optar pelo de acerola (52 calorias) ou o de limão (20 calorias).


Fonte: Jornal Hoje

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Bolo de Quinua

Uma receita deliciosa para colher os benefícios das excelentes propriedades desta semente.

Você precisa de:

Quinua, 250 g


Água, 750 ml


Leite, 200 ml


Gema, 1


Ovos, 2


Tomates desidratados, 50 g


Dentes de alho, 2


Cebola, 1


Óleo, a gosto


Amendoim torrado, 100 g


Queijo muzarela, 120 g


Queijo parmesão para gratinar, a gosto

Passos

1

Lave bem a quinua até que a água da lavagem fique limpa. Cozinhe trinta minutos em uma panela.

2

Acrescente o leite, a gema e os ovos. Bata bem.

3

Hidrate os tomates e corte em pedaços.

4

Numa frigideira, doure em azeite a cebola e acrescente o alho picado e o tomate e então misture com a quinua.

5

Numa forma untada com azeite, alterne camas de quinua, amendoim torrado e queijo.

6

Polvilhe com queijo parmesão para gratinar.

7

Leve ao forno pré-aquecido de médio a alto por 25 a 30 minutos até que fique firme.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Dieta de apenas dois dias na semana pode ser mais eficaz para emagrecer

É o que dizem os pesquisadores britânicos que acompanharam 88 mulheres, durante quatro meses.

As que fizeram dieta de dois dias perderam, em um mês, 4 quilos.

E as que fizeram a semana inteira, perderam 2 quilos.


Falar de dieta é, muitas vezes, falar de sacrifício. Deixar de comer os pratos preferidos a semana inteira não é fácil, mas se tivermos que controlar a boca apenas dois dias por semana, facilita e dá mais resultados. É o que dizem os pesquisadores que acompanharam 88 mulheres, durante quatro meses.


Elas foram separadas em três grupos: um fez uma dieta de 1,5 mil calorias por dia, todos os dias da semana; outro poderia comer normalmente a maior parte do tempo, desde que não ultrapassasse o consumo de 650 calorias durante dois dias, e cortasse os carboidratos nesses dias; o terceiro grupo cortou carboidratos por dois dias, e não teve restrição de calorias.



Resultado: as mulheres dos grupos que fizeram a dieta dos dois dias perderam, em um mês, 4 quilos. E as que fizeram dieta a semana inteira, perderam 2 quilos em um mês.

Em uma entrevista pela internet, a coordenadora do estudo, Michelle Harvie, disse que, como fazer dieta todos os dias é muito difícil, muitas vezes, a pessoa acaba não respeitando o consumo de baixas calorias.


O estudo foi feito com mulheres que tinham histórico familiar de câncer de mama. O objetivo era descobrir formas de combate à doença e os pesquisadores já sabiam que a obesidade está entre os fatores que contribuem para o desenvolvimento do câncer. Mas o resultado surpreendeu.


A dieta dos dois dias serve para qualquer pessoa, disse a pesquisadora. Dois dias sem pão, massas, batatas, cenouras e com verduras, tomates, brócolis, couve-flor.

Mas os pesquisadores alertam: é importante manter o bom senso e não exagerar nos outros dias da semana.


Fonte: Jornal Nacional

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Limpeza não consegue remover o resíduo de agrotóxicos dos alimentos

Se na cozinha de casa, não dá para se livrar totalmente do agrotóxico, a solução está nos alimentos orgânicos. Mas essa produção, que tem que seguir uma série de regras, ainda é pequena e o preço é para poucos.




Na última reportagem da série sobre agrotóxicos, que o Jornal nacional apresenta nesta semana, os repórteres Mônica Teixeira e Luiz Cláudio Azevedo mostram o que pode ser feito para diminuir a quantidade de produtos químicos nos alimentos.


Lavar, esfregar, tirar a casca. Nem mesmo uma boa limpeza é capaz de remover todo o resíduo de agrotóxicos dos alimentos.


“Você consegue reduzir um pouco dessa química, desse veneno, consegue abrandar, mas você não elimina totalmente”, garante a nutricionista Maria Marquez.

Se na cozinha de casa, não dá para se livrar totalmente do agrotóxico, a solução está no campo: reduzir ou até eliminar o veneno na hora de plantar. Já existem produtores descobrindo um jeito mais natural de produzir o que vai para a mesa dos brasileiros.


No meio das montanhas de Itaipava, Região Serrana do Rio, uma plantação bem diferente da maioria das lavouras tem de tudo um pouco, verduras, legumes, sem uma gota sequer de produto químico.

“O desafio é aprender a lidar com o solo. Se você leva nutrientes ao solo, o solo vai te devolver aquele carinho que você dá para ele”, diz o empresário Dick Thompson.

Alimentos mais limpos, justamente o que as pessoas procuram. “Menos agrotóxico e as coisas plantadas melhor para a terra poder durar um pouquinho mais”, conta um consumidor.


“Nada dessas coisas que a gente sabe que não faz bem a saúde”, destaca uma mulher.

Os alimentos orgânicos, aqueles totalmente livres de agrotóxicos, têm que ser cultivados seguindo uma série de regras. A produção ainda é pequena. São apenas 15 mil agricultores orgânicos registrados, de um total de 5 milhões de produtores agrícolas no país. É por isso que nas prateleiras dos supermercados os produtos ocupam apenas um pequeno espaço. E o preço é para poucos.


Enquanto o pimentão convencional custa, em média, R$ 3,37, o quilo, nas feiras do país, o orgânico sai a R$ 5. No pepino a diferença é ainda maior: de R$ 1,88 para R$ 4,50. E a caixa do morango convencional sai por R$ 3, e a do orgânico, por R$ 4. Esses são os três alimentos em que a Anvisa encontrou mais resíduos de agrotóxicos.


Os orgânicos têm até um selo, um comprovante de garantia atestando que foram produzidos sem veneno e com respeito ao meio ambiente. Plantar assim dá mais trabalho.

É uma das justificativas dos produtores para custar mais caro. A dúvida é: será que dá para produzir em larga escala sem recorrer ao uso de pesticida? “Esses métodos alternativos também são possíveis em grandes áreas. Nós vemos a agricultura orgânica como uma forma de mostrar que existe um caminho alternativo. E isso faz com que o que se trabalha para a agricultura orgânica possa também ser usado para a agricultura convencional”, diz Rogério Dias, coordenador de Agroecologia do Ministério da Agricultura.

Usar produtos menos tóxicos e sem excessos já pode ser uma saída. No interior do Espírito Santo, Seu Domingos usa receitas naturais contra as pragas.


“A gente aplica uma calda de sabão com óleo vegetal. Receita caseira, a gente usa quando aparece um sinal de cigarrinha, alguma coisa”, ele conta.

As plantações da família estão quase livres dos agrotóxicos. “Vantajoso com certeza é quando a gente olha o aspecto humano, social e o aspecto ecológico”, avalia a agricultora Ana Cristina Soprani.

Ainda é preciso incentivar e baratear a produção. Uma mudança no campo pode mudar também a vida na cidade. “Essa opção de comer coisas naturais sem pesticida, isso é uma benção, uma maravilha para a gente”, declara uma mulher.


Fonte: Jornal Nacional - 08.12.11