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sábado, 28 de setembro de 2013

Nutrição para Desportistas Vegetarianos


 

Alimentação Saudável na adolescência...

Se não come carne, pode exigir um maior planeamento para obter as proteínas suficientes para a construção muscular e o treino desportivo. Os vegetarianos devem ter um cuidado extra de modo a evitar deficiências de ferro, zinco e de vitamina B12, que pode prejudicar o desempenho do exercício.




 As dicas a seguir irão ajudar os vegetarianos que querem obter a máxima performance a partir de programas de exercícios.

Como conseguir as proteínas adequadas para a sua dieta
As recomendações actuais de proteína ideal para a construção muscular num atleta é de 1,6-1,7 gramas de proteína por quilo de peso corporal. Para um atleta de 90 kilogramas, são necessárias cerca de 145 a 154 gramas de proteína por dia. Não há nenhuma evidência científica de que mais de 2,0 gramas de proteína por kg de peso corporal tenha qualquer benefício adicional da força muscular ou aumento de performance. Pode ingerir bastantes proteínas, ao incluir na sua dieta produtos de baixo teor de gordura e proteínas de fontes vegetais, como a soja, na sua alimentação. As seguintes fontes de proteína podem funcionar para os desportistas vegetarianos:

  • Leite, 8 gramas
  • Tofu, 15 gramas
  • Iogurte, 8 gramas
  • Queijo, 21 gramas
  • Manteiga de Amendoim, 2 colheres de sopa, 8 gramas


  • Como ingerir ferro suficiente na sua dieta
    O ferro heme é um tipo de ferro facilmente absorvido e que é encontrado na proteína animal. Se comer peixe ou frango, vai conseguir ingerir esse tipo de ferro, mas se não comer carne, terá de encontrar outras fontes de ferro. Os nossos corpos não absorvem ferro não-heme - o tipo encontrado nos vegetais - tão facilmente como o ferro que vem de alimentos de origem animal. Os desportistas que não comem carne, especialmente do sexo feminino, deve prestar especial atenção às suas necessidades de ferro dietético. As boas fontes de ferro não-heme incluem cereais integrais, vegetais verdes folhosos, figos, lentilhas, feijão e algumas frutas secas.

    Como ingerir vitamina C em sua dieta
    Vitamina C das frutas, verduras e de outros alimentos, ajudam os vegetarianos a absorver ferro não-heme de outros alimentos, por isso é sempre uma boa prática comer uma combinação de alimentos em cada refeição. Considere combinar frutas cítricas com cereais integrais fortificadas ou beba um sumo de frutas cítricas com um prato à base de feijão.

    Como ingerir vitamina B12 suficiente
    Porque a vitamina B12 está disponível somente em produtos de origem animal, é um dos nutrientes mais em falta na alimentação de atletas vegetarianos. Para obter quantidade suficiente de B12 (apenas 2,4 microgramas por dia) tente comer alimentos fortificados com vitamina B12, como leite de soja e cereais. Do mesmo modo, pode também obter vitamina B12 suficiente se consumir ovos, queijo, leite ou iogurte.

    Evite os alimentos que interferem com a absorção de ferro
    Alguns alimentos contêm substâncias que bloqueiam a absorção do ferro no intestino. Alimentos como o café, grãos, legumes e espinafre, todos interferem com a absorção do ferro e devem ser combinados com vitamina C para aumentar a absorção deste nutriente.

    Converse com seu médico sobre suplementos
    Embora os suplementos dietéticos não devam ser utilizados para compensar uma alimentação pobre, há momentos em que podem ajudar a evitar algumas deficiências. Idealmente, deve discutir o uso de quaisquer suplementos com o seu médico familiar ou um profissional de saúde. Todos os atletas são incentivados a uma alimentação saudável e equilibrada que inclui uma grande variedade de alimentos, mas os desportistas vegetarianos podem ficar descansados em como não têm necessariamente de comer carne para obter uma nutrição adequada para a força física e manutenção muscular. Se tiver dúvidas sobre o seu estado nutricional, é recomendado que converse com seu médico ou um nutricionista desportivo registado para rever o seu plano de alimentação e fazer as recomendações necessárias.

    Fonte: Site Alimentação Saudável




    segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

    Alimentação com pouco sal e muita água previnem cálculos renais


    O cálcio também é um vilão na formação de pedras nos rins. Por isso, é preciso controlar o consumo de leite, derivados e vegetais verde escuro.

    A alimentação e a quantidade de água são fundamentais no combate à formação de pedras nos rins. Um cardápio saudável, com mais água e menos sal, é importante para prevenir a doença.

    Como o sal sobrecarrega os rins, o consumo excessivo de alimentos muito temperados ou industrializados, que também são ricos em sódio, pode favorecer a formação do cálculo renal.

    Além do sal, um dos principais formadores da doença é o cálcio. Por isso, é preciso controlar o consumo de leite, derivados e vegetais verde escuro.

    “O cálcio não pode ser excluído da dieta, porque pode levar a osteopenia e, consequentemente, a osteoporose. Então, indivíduos adultos normais que não tenham pedras nos rins devem consumir 1200 mg de cálcio por dia. Para os pacientes que já têm predisposição ou possuem cálculo renal, a dosagem ideal é 1000 mg por dia – o que representa cerca de três copos de leite desnatado”, explica a nutricionista Iara Barioni.

    Alimentos ricos em proteína também são vilões para quem tem cólica renal. Se a opção for ovos, consumir no máximo dois por semana é o recomendado. “A proteína deve ser de 0,8 a 1,2 mg por kg de peso, por dia, o que daria em torno de duas a três porções de carne”, recomenda a nutricionista.

    Por outro lado, há alimentos que ajudam a prevenir a formação do cálculo. "Alimentos ricos em potássio - como banana, leguminosas, lentilha e grão de bico - agem inversamente ao sódio. Eles reduzem a eliminam o cálcio urinário, reduzindo também a formação de pedras", afirma Iara.

    Abacaxi, laranja e limão são frutas ricas em citrato, substância que inibe a cristalização. “Cerca de 30 ml de suco de limão é a quantidade suficiente diária para prevenir esse quadro”, recomenda a profissional.

    Saber o que comer é importante, mas a alimentação precisa ser associada à prática de exercícios. “A atividade física vai fazer com que o cálcio fique fixo aos ossos. Se você tiver menos saída de cálcio dos ossos, vai ter menos cálcio circulando e vai perder menos cálcio pela urina”, diz o urologista Antônio Baccari.

    Fonte: Jornal Hoje

    terça-feira, 17 de abril de 2012

    Excesso de acidez no estômago causa úlceras e gastrite

    Veja o ranking dos alimentos mais 'bombásticos' para o seu estômago.


    Estresse, frutas cítricas, frituras, café, cigarro e álcool pioram problema.

    Alimentos ácidos, condimentados e gordurosos costumam cair como uma bomba em estômagos mais sensíveis. É comer para logo sentir aquela azia ou queimação.

    Cafeína, bebidas alcoólicas, cigarro e até o nervosismo também podem piorar problemas como gastrite e úlcera. Segundo uma enquete feita aqui no nsite, 34% das pessoas disseram que o estresse é o fator que mais desencadeia crises estomacais.

    Isso ocorre porque, em situações de tensão, o sistema nervoso é acionado e estimula a produção de ácido clorídrico no estômago. Assim, o suco gástrico fica mais ácido e a agressão é maior.

    O suco gástrico é formado basicamente por água, ácido clorídrico e enzimas digestivas. Seu pH varia entre 1,5 e 2, mas em indivíduos com gastrite ele fica ainda mais ácido. O pH é a escala que determina a acidez e vai de 0 a 14, em que 0 é o mais ácido e 14 o mais alcalino. O pH da água, que é neutra, é 7.

    Segundo os cirurgiões do aparelho digestivo Fabio Atui e Marcelo Averbach, a gastrite é uma inflamação da parede do estômago e acontece quando a acidez aumenta tanto que começa a agredir o órgão.

    Quando essa inflamação evolui, pode causar uma ferida mais grave, a úlcera. Mas é possível ter úlcera sem ter apresentado gastrite. E o problema pode atingir o duodeno, primeira parte do intestino delgado.

    A gastrite está relacionada, ainda, à bactéria Helicobacter pylorii, presente na água e nos alimentos. Quando ingerido, esse micro-organismo passa a morar no estômago e estimula a produção de ácido.

    Algumas pessoas têm um sistema de defesa mais forte e se protegem melhor. Naquelas com baixa imunidade, a bactéria pode provocar gastrite. Boa parte do tratamento é feita com antibióticos.

    Sintomas da gastrite

    Queimação no estômago
- Mau hálito
- Dor de barriga ou diarreia
- Vômito com sangue

    Para pacientes com gastrite ou úlcera, as frutas ácidas (como laranja e limão) devem ser evitadas. Algumas bebidas também aumentam a acidez no estômago. É o caso do café, do chocolate, do chá preto e do chá mate.

    Da mesma forma, condimentos como pimenta, vinagre e alho, alimentos em conserva (picles e pepino), refrigerantes e frituras (pastel, coxinha, bolinha de queijo, etc) devem ser cortados do cardápio.

    Além disso, devem ser evitados balas, gomas de mascar e pirulitos, porque, conforme mastigamos e salivamos, nosso cérebro recebe um sinal de que a comida está entrando no corpo e sinaliza para o estômago que está na hora de produzir ácido clorídrico, já que a comida vai chegar. Só que os alimentos não são engolidos e o ácido traz prejuízos à mucosa.

    Nível de acidez dos alimentos

    Pouco ácidos (pH maior que 4,5): feijão, brócolis, couve-flor, alface, cebola vermelha, peixe, manteiga, milho, leite, queijo e ovo.

    Ácidos (pH entre 4 e 4,5): beterraba, tomate, pimentão vermelho, cerveja, uva verde e uva roxa.

    Muito ácidos (pH menor que 4): pepino, limão, laranja, azeitona verde, vinagre, refrigerante de cola, suco de maracujá, picles e pimenta.

    Diagnóstico

    Pessoas que convivem no mesmo ambiente de alguém com gastrite têm mais chance de ter a doença. Isso porque elas geralmente compartilham maus hábitos alimentares e a situação de estresse familiar. Além disso, podem ter ingerido o mesmo alimento ou água que contenha a bactéria H. pylorii.

    No ano passado, o Sistema Único de Saúde (SUS) fez quase 1 milhão de endoscopias, principal exame para detectar inflamações na parede do estômago.

    Um tubo de menos de 1 cm com uma câmera na ponta entra pela boca e vai até o estômago. Um sedativo faz a pessoa dormir e tira o desconforto do aparelho. Um chip, que fica na ponta do tubo, conduz a imagem para um monitor, onde o médico observa o corpo por dentro. A câmera desce até o duodeno e mostra inflamações ou feridas na parede gástrica. O exame leva de 5 a 10 minutos.

    Dicas

    - Pare de fumar: o cigarro aumenta a secreção de ácido e faz com que o suco gástrico fique mais forte, facilitando as inflamações da mucosa do estômago.

    - Fracione a alimentação: é essencial para estimular um trabalho uniforme do estômago, fazendo com que o ácido seja usado frequentemente para processar os alimentos e não fique muito tempo parado.

    - Não fique em jejum: quando você não come, o suco gástrico fica parado. Quanto mais tempo isso ocorrer, mais o estômago ficará suscetível a inflamações.

    - Evite grandes refeições: o estômago de quem come muito não consegue processar toda a comida e estimula mais produção de ácido.

    Fonte: Bem Estar