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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

17 fatos sobre a gordura


Se você já tinha medo dela, se apavore com esses dados! (Foto: Thinkstock)
Ninguém gosta dos resultados que a gordura exerce no corpo, isso não é novidade. Com essa tendência irritante de se acumular onde menos nos convém, a gordura é alvo da mulherada. Dietas, exercícios, rezas, mandingas... Os métodos que as mulheres usam para tentar se livrar dessas benditas células não têm limites. 
 
Contudo, a gordura é mais do que apenas aquela parte “gordinha” que salta por cima do jeans ou escapa por baixo da camiseta. Gordura é constituída pelas células adiposas e é muito mais complexa do que parece. Confira 17 fatos sobre a gordura e entenda como ela é acumulada no seu corpo:

  1. Um adulto tem, em média, 40 bilhões de células adiposas (que armazenam gordura).
  2. O tecido adiposo é um componente dinâmico, complexo e necessário à vida.
  3. O tecido adiposo é também um dos mais abundantes no nosso corpo.
  4. As meninas nascem com mais células adiposas que os meninos.
  5. Na adolescência, já podemos estar com a quantidade total de células adiposas que teremos o resto da vida.
  6. A gordura aumenta quando as células existentes se ampliam e quando são criadas novas células.
  7. O número de células adiposas pode aumentar, mas não diminui.
  8. Quando você emagrece, as células adiposas murcham.
  9. As células adiposas morrem, mas o corpo rapidamente as repõe.
  10. As células adiposas são maiores em obesos.
  11. Existem dois tipos de células adiposas: a branca e a marrom. A branca é o tipo que faz suas roupas ficarem apertadas. A marrom é encontrada em bebês e tem a capacidade de queimar calorias.
  12. Células adiposas, assim como as cancerosas e outras células no corpo, alimentam-se de oxigênio com novos vasos sanguíneos em um processo conhecido com angiogênese. A gordura não pode se expandir sem expandir seus vasos sanguíneos. Pesquisadores estão estudando se determinados medicamentos usados no combate ao câncer podem fazer as células adiposas morrerem de fome da mesma forma que fazem com os tumores.
  13. Quando você se exercita, as células produzem uma enzima que faz o tecido adiposo liberar suas reservas para serem queimadas pelos músculos.
  14. O fígado armazena a glicose dos alimentos sob a forma de glicogênio e a libera na corrente sanguínea quando a energia é necessária. Se a glicose se esgota, o organismo começa a queimar gordura.
  15. As células adiposas secretam estrogênio, que está associado a certos tipos de câncer, principalmente câncer de mama em mulheres na pós-menopausa.
  16. A gordura corporal se acumula dos pés à cabeça e é eliminada do mesmo jeito.
  17. A gordura corporal é como um traje de esqui: proporciona isolamento contra o frio. Uma desvantagem de ficar magro é sentir mais frio.

Fonte: Livro "A dieta dos 17 dias", de autoria do médico norte-americano Mike Moreno. Editora Sextante.

sábado, 31 de agosto de 2013

Falso Magro


O índice de massa corporal, mais conhecido como IMC, é uma relação entre o peso e a estatura, sendo a forma mais utilizada para saber se uma pessoa está com um peso ideal, sinônimo de saúde. Essa relação classifica o indivíduo em baixo peso (desnutrição grau 1, 2 e 3), peso adequado (eutrofia) e acima do peso (sobrepeso grau 1, 2 e 3), segundo a Organização Mundial da Saúde.

Porém, em uma pesquisa realizada na Clínica Mayo nos Estados Unidos com mais de 2000 adultos, divididos igualmente entre homens e mulheres e que tinham um peso adequado (IMC entre 18,5 e 24,9 Kg/m2), foi possível verificar que muitos dos adultos que se encontravam dentro de um peso adequado apresentaram uma alta porcentagem de gordura corporal e distúrbios metabólicos ligados a doenças cardíacas, que é a doença que mais causa mortes em todo o mundo. 

Também foi observado nesses indivíduos alterações bioquímicas que podem afetar a saúde cardíaca e o metabolismo, com problemas no perfil lipídio (colesterol), aumento da leptina (hormônio envolvido na regulação do apetite), aumento da resistência à insulina e  na prevalência de síndrome metabólica, caracterizada pela associação de fatores de risco para as doenças cardiovasculares, vasculares periféricas e diabetes, como resultado de uma alimentação inadequada e sedentarismo.

Essa informação entra em conflito com a crença de que a simples manutenção do peso corporal é um sinal de saúde. Os pesquisadores nomearam as pessoas que apresentam peso normal, mas com distúrbios metabólicos de “obesos com peso normal”.

A importância da manutenção do peso ideal é conhecida por todos, porém estudos recentes sugerem que a classificação de uma pessoa como “peso saudável” vai além de uma relação entre o peso e a estatura, devido ao fato do IMC ser um índice genérico e não diferir massa magra, gordura corporal e massa óssea.

O estudo concluiu que o índice de massa corporal não deve ser a única ferramenta para se classificar uma pessoa como saudável, sendo fundamental a utilização de outras avaliações que possam levar a uma classificação mais precisa sobre a saúde do indivíduo. 

Fonte: Rg Nutri