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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Diabetes pré-gravidez quadruplica risco de defeitos em bebês, diz estudo

Estudo recomenda mães controlar o nível de açúcar no sangue antes mesmo de tentar engravidar para garantir saúde do bebê.

Mães que sofrem de diabetes têm risco quatro vezes mais elevado de dar à luz bebês com defeitos de nascença, segundo um estudo realizado na Grã-Bretanha.

A pesquisa da Universidade de Newcastle, publicada na revista cientìfica 'Diabetologia', analisou mais de 400 mil gestações no nordeste da Inglaterra entre 1996 e 2008.

A conclusão é de que a diabetes aumenta as chances de os filhos nascerem com defeitos tais como problemas cardíacos congênitos e mielomeningocele, ou espinha bífida, o fechamento incompleto do canal da coluna vertebral.

Os médicos já aconselham as mulheres a controlar o nível de açúcar no sangue antes de tentar engravidar. Na Grã-Bretanha, essa recomendação é de que o nível de açúcar fique abaixo de 6,1% antes da gravidez.

Tanto a diabetes tipo 1, que tende a aparecer na infância, e tipo 2, majoritariamente em decorrência da alimentação, levam a problemas de controle do nível de açúcar no sangue, e podem ter como consequência defeitos de nascença, aborto e excesso de peso do bebê.

Na pesquisa da universidade britânica, 1.677 das 401.149 mulheres pesquisadas tinham diabetes.

Nestas, observaram os pesquisadores, os riscos de defeitos de nascença eram de 72 em cada mil nascimentos, contra 19 em cada mil entre as mulheres sem diabetes preexistente.

Segundo o estudo, o nível de açúcar antes da gravidez é 'o fator mais importante' possível de ser controlado pela mãe para evitar anomalias, que normalmente aparecem nas primeiras quatro ou seis semanas.

A coordenadora da pesquisa, Ruth Bell, disse que o número de gestações ocorrendo com pouco controle dos níveis de açúcar 'é mais do que o desejável'.

'É um problema quando a gravidez não é planejada ou quando as pessoas não estão cientes de que precisam de acompanhamento médico antes da gravidez', afirmou.

Para Bell, entretanto, 'a boa notícia é que, com acompanhamento médico antes e durante a gravidez, a maioria das mulheres com diabetes poderá ter um bebê saudável'.

Fonte: G1 Portal de Notícias

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Gestação Saudável: Remédios que vêm do pomar - frutas que aliviam desconfortos na gravidez


Você sabia que de um jeito natural é possível amenizar o enjoo, a azia, o inchaço?
Confira quais são essas frutas

Que frutas só fazem bem à saúde todo mundo sabe. Só por esse simples motivo já vale a pena usar e abusar delas durante a gravidez. Acontece que frutas também podem ser grandes aliadas da gestante para minimizar os incômodos que aparecem nas diversas fases. “As frutas contêm minerais, vitaminas, água e fibras, e fornecem nutrientes necessários ao desenvolvimento do feto. O ideal é comer três frutas e dois copos de suco por dia”, diz Fabiana Casé do Vale, nutricionista da Clínica Terapêutica Harmonya, do Rio de Janeiro.

Quer ficar ainda mais convencida de que vale a pena ter uma grande variedade delas em casa? “Além de serem fontes de selênio, cromo e zinco,importantes para o desenvolvimento do bebê,muitas frutas aumentam a ingestão de carotenóides e ácido fólico, o que se relaciona com uma baixa incidência de anomalias congênitas nas crianças”, afirma Alex Botsaris, clínico geral, pesquisador de plantas medicinais e autor do livro As fórmulas mágicas das plantas (Nova Era, 2002). Descubra aqui o que cada fruta pode fazer pelo seu bem-estar.

CÃIMBRA

As cãimbras na gravidez ocorrem por carência de potássio e cálcio. A circulação sangüínea, que fica comprometida devido à pressão exercida pelo peso do bebê,também contribui para o seu aparecimento. Para repor o cálcio, torna-se necessário ingerir mais da sua melhor fonte: leite e derivados. Nas frutas é possível encontrar potássio e substâncias benéficas à circulação sanguínea. 
Frutas indicadas: melancia, banana, laranja, melão,uva, framboesa, amora, ameixa e água de coco. 
Frutas contra-indicadas: não há.

AZIA

O nome oficial dessa sensação é pirose, palavra que vem do grego e significa ação de queimar. Durante a gravidez, é relativamente comum sentir o estômago em brasa depois de ingerir determinados alimentos. Observe quais são eles e risque-os do cardápio.“Não existe nenhum alimento específico que provoque azia; a causa é muito individual,embora alguns estudos relatem que a cafeína pode piorar a sensação”, esclarece a nutricionista Fabiana Casé do Vale. Comidas muito ácidas ou gordurosas pesam e devem ser esquecidas pelas gestantes com propensão à azia. No mais, coma menos quantidade e mais vezes durante o dia. Você certamente se sentirá melhor. 
Frutas indicadas: mamão, manga, banana, uva, caju, maçã (crua ou cozida) e goiaba cozida. 
Frutas contra-indicadas: laranja, limão, tomate, kiwi, maracujá, abacaxi (frutas ácidas em geral). Abacate, coco, nozes, avelãs e castanhas (por conterem muita gordura).


ENJOO

A náusea varia de intensidade de grávida para grávida, mas o que ninguém discute é o fato de ela ser extremamente desagradável. Sorte das poucas que conseguem atravessar toda a gestação sem um enjoo sequer! Se você não faz parte desse grupo privilegiado, pode minimizar o embrulho no estômago com a ajuda de algumas frutas. “Evitar ficar mais de três horas em jejum atenua bastante o problema. Portanto, comer uma fruta nos intervalos entre as refeições impede esse mal-estar”, garante Priscila Villela Zancaner,médica especializada em endocrinologia e nutrologia,da Thyfere Medicina Estética e Terapêutica, de São Paulo. Como complemento, procure não ingerir comidas muito quentes ou geladas. 
Frutas indicadas: abacaxi, kiwi,laranja, limão e água-de-coco. 
Frutas contra-indicadas: banana, manga, abacate, fruta-do-conde, graviola e pêssego.


PRISÃO DE VENTRE

Para o alívio da constipação, já que muitas delas são compostas por fibras. Mas é importante ingerir outras fontes de fibra, como grãos integrais, feijões e legumes. Beber muita água também umedece as fezes e facilita sua eliminação. Quem não gosta muito de tomar água pura pode colocar uma rodelinha de limão, laranja ou umas folhas de hortelã no copo, para dar um sabor especial. Outra boa ideia é deixar ameixas-pretas em uma jarra com água e beber dois ou três copos por dia.
Frutas indicadas: ameixa, mamão, manga, morango, laranja (com bagaço), abacaxi, jaca, figo e damasco.
Frutas contra-indicadas: goiaba, maçã, banana, pêra e caju.


INCHAÇO

Segundo o médico Alex Botsaris, certas frutas têm ação diurética e aliviam a retenção de líquidos.“Recomenda-se, ainda, beber muita água, diminuir o sal na comida, evitar o calor e elevar as pernas por 15 minutos três vezes ao dia”, completa Botsaris. Uma maneira gostosa de garantir a ingestão das frutas diuréticas é preparar uma salada de frutas bem refrescante sando um pouco de todas elas. A laranja pode ser espremida para formar a calda da salada. No verão, não tem sobremesa melhor. 
Frutas indicadas: melancia, melão, abacaxi, carambola, fruta-do-conde e laranja. Frutas contra-indicadas: não há.


Coloridos e refrescantes
Frutas consumidas em forma de suco são perfeitas para os dias de calor. Coloque uma pedrinha de gelo, mate sua sede e, de quebra, alivie o desconforto.

Dicas para o preparo dos sucos 
• Evite os sucos industrializados, que levam conservantes, açúcar e não são tão saborosos;
• Prepare a bebida na hor a de tomar,as sim você evita a perda de nutrientes;

• Alguns sucos ficam mais bem preparados em centrífuga, mas, se você não possui uma, bata as frutas no liquidificador e coe em seguida numa peneira fina;• Use a imaginação e crie combinações com as frutas indicadas para o seu problema. Trocando a água por leite,você obtém vitaminas que alimentam e são supersaudáveis.
Suco para prisão de ventre
Deixe duas ameixas secas de molho em um copo de água à noite. Na manhã seguinte, bata as ameixas com a água e uma fatia grande de mamão no liquidificador e beba.

Suco para inchaço e cãimbra
Bata duas fatias de melão no liquidificador. Quando estiver bem ralo, junte meia banana e bata mais um pouco até ficar cremoso e homogêneo. Essa bebida tem efeito diurético e é rica em potássio, que previne cãimbras.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

O que você come na gravidez afeta a saúde do seu filho no futuro


Novo estudo comprova que incluir frutas e verduras
no cardápio protege o bebê contra alergias

Assim que descobre que está grávida, todas as suas atitudes passam a influenciar diretamente na sua saúde e na do seu bebê. A escolha dos alimentos na gravidez é uma das mais importantes formas de garantir que seu filho seja saudável. Uma nova pesquisa japonesa, publicada na revista médica Allergy, comprovou que incluir frutas, verduras e legumes no cardápio protegem o bebê contra diferentes tipos de alergias.


Segundo os cientistas, os alimentos ricos em betacaroteno, como os vegetais verdes e amarelos e as frutas cítricas reduzem os riscos de o bebê ter eczema, um tipo de alergia de pele. Já, os alimentos com vitamina E, como amêndoas, castanhas e milho diminuem as chances de seu filho desenvolver alergias respiratórias. Para chegar a esse resultado, os cientistas avaliaram a alimentação de 763 mulheres durante a gestação, em seguida, analisaram a presença de sintomas alérgicos em seus filhos. O resultado mostrou que os bebês das mães que consumiram mais betacaroteno e vitamina E eram mais saudáveis. Confira o que vale a pena ter no seu cardápio como regra e o que é melhor evitar.

1 – Tome ácido fólico

Segundo especialistas, o ideal é que toda mulher em período fértil tome 400 mcg (microgramas) de ácido fólico todos os dias, principalmente três meses antes de engravidar - e continuem com o suplemento durante o primeiro trimestre da gravidez. O folato (ácido fólico), uma vitamina do complexo B, é fundamental para que a coluna do bebê se desenvolva corretamente, o que acontece nas primeiras quatro semanas de gestação, evitando defeitos do tubo neural, como falha no desenvolvimento do cérebro e medula espinhal. Além disso, estudos mostram que ele reduz também o risco de problemas cardíacos congênitos no bebê e a chance de um parto prematuro. Alguns alimentos, como os vegetais verde-escuros, caso do brócolis, contém esse nutriente, mas não em quantidade suficiente. Por isso, o composto vitamínico é essencial.

2 – Não coma por dois

Isso não quer dizer que você deva fazer regime na gravidez. Longe disso. Ao controlar o que você come, com uma dieta equilibrada, você está preservando não apenas a sua saúde, mas também a do bebê. Estudos mostram que a obesidade da mãe, que pode ter como consequências diabetes gestacional e pré-eclampsia aumenta o risco de o bebê nascer com peso acima do normal e de a criança ter problemas metabólicos e de obesidade já na primeira infância.


3 – Inclua peixes, frutas e gorduras boas na dieta

Estudos revelam que mães que optam por uma alimentação rica nesses nutrientes previnem os filhos de ter asma e outras alergias. “Alguns nutrientes da dieta mediterrânea têm capacidade antiinflamatória e antioxidante - como o tipo de gordura (ácido graxo e ômega-3), frutas, vitaminas -, diferentes daqueles com potencial alérgeno e inflamatório existentes na dieta ocidental, como os óleos de milho, soja e girassol (ômega-6)”, diz Celso Cukier, nutrólogo do Hospital Albert Einstein. É nessa troca que pode estar a explicação para a redução do risco de alergia das crianças. E os benefícios se estendem ainda mais. Estudo realizado por Departamentos de Medicina dos Estados Unidos e da Dinamarca afirma que o ácido graxo ômega-3 encontrado nos peixes são importantes para a inteligência e o crescimento dos bebês.


4 – Fique longe de bebidas alcoólicas

O consumo de álcool durante a gravidez pode significar alterações cerebrais e outras malformações no bebê, algumas até irreversíveis. Pesquisas mostram que beber regularmente na gestação pode prejudicar a visão do feto – levando a criança a enxergar mal ou, pior, ficar cega. Outros danos também foram comprovados, como no desenvolvimento neurológico do bebê, o que pode comprometer para sempre a vida da criança no futuro.


5 – Reduza o consumo de cafeína

Estudos indicam que o consumo de mais de quatro xícaras de café por dia pode estar associado a bebês de baixo peso, além de afetar o sistema respiratório do feto. Isso porque, acredita-se que a cafeína atravessa facilmente a barreira placentária, chegando até o bebê. Para o obstetra Ricardo Gonçalves Alanda, a redução no consumo de cafeína durante a gestação é fundamental, mas a grávida não precisa se desesperar. "Ingerir uma quantidade alta de cafeína é prejudicial. Mas a gestante não precisa deixar de comer chocolate quando estiver com vontade. O que deve estar em mente é a dosagem. A palavra-chave é moderação", afirma.


6 – Coma fibras

Vegetais, frutas e cereais integrais devem estar presentes na sua dieta. Elas regulam todo o organismo, e agem principalmente no intestino, evitando a prisão de ventre, além de controlar o colesterol e os níveis de açúcar no sangue, o que ajuda a prevenir a diabetes gestacional. Estudo americano sugere que as fibrar reduzem ainda a chance de a grávida desenvolver pré-eclâmpsia. A nutricionista Tânia Rodrigues aconselha que as gestantes consumam, pelo menos, 20 gramas de fibra todo dia, o que corresponde, por exemplo, a dois pratos de sobremesa de salada de folhas ou cinco frutas. As fibras também estão no arroz, pão integral, feijão e legumes.

A linhaça, por exemplo, pode, e deve, ser um item obrigatório na sua alimentação. A semente, rica em ômega 3, ômega 6 e fibras, também ajuda o seu intestino a funcionar melhor e auxilia na formação do cérebro e da retina do bebê. Outro benefício, comprovado por estudiosos, é que mulheres que ingerem a semente durante a gravidez e a amamentação têm filhos com mais facilidade de compreensão e memória. “A ação antioxidante da linhaça no desenvolvimento cerebral da criança e ela tem mais facilidade para se concentrar", afirma Daniella Galego, nutricionista do Hospital Sírio Libanês.

7 – Tome mais leite

A necessidade diária de cálcio durante a gravidez aumenta 20%. Como o nutriente é imprescindível para a formação dos ossos e dentes do bebê, o próprio organismo da mãe absorve-o em maior quantidade nesse período. O ideal é ingerir quatro copos de leite por dia para suprir as necessidades de cálcio. É importante sempre optar pelo pasteurizado por não ter risco de conter microorganismos e bactérias.

8 – Fique longe de bactérias

Alguns alimentos devem ser excluídos do seu cardápio durante a gestação, como é o caso de peixes e carnes cruas. Doenças contraídas deles são especialmente perigosas. Um exemplo é a toxoplasmose, que coloca em risco a saúde do feto, provocando anomalias irreversíveis. Mel e palmito merecem atenção especial. Escolha o mel que tenha o selo SIF (Selo de Inspeção Federal), que garante sua qualidade e procedência. O caseiro pode conter bactérias, como as que causam o botulismo, infecção que compromete o sistema nervoso e pode levar à morte. O mesmo ocorre com o palmito, que deve ser fervido por dez minutos antes do consumo.


9 – Lembre-se dos alimentos com ferro

Esse sal mineral é essencial para a formação de alguns elementos do sangue, como a hemoglobina, presente nas células vermelhas. É a hemoglobina que transporta nutrientes e oxigênio para todas as células do organismo e, quando há carência de ferro, sua produção diminui. O resultado pode ser uma anemia. Durante a gestação, ela pode trazer consequências sérias para o bebê, pois diminui a oxigenação e a nutrição da placenta ficam reduzidas, colocando em risco o desenvolvimento do bebê, que poderá nascer com baixo peso. Esse nutriente está presente na carne vermelha, por exemplo. Para melhorar a absorção de ferro no organismo, combine alimentos ricos nesse nutriente com aqueles que têm vitamina C, como laranja, limão, pimentão.


10 – Consuma colina

Esse nutriente é encontrado em gemas de ovos, soja, gérmen de trigo e carnes. Segundo cientistas, ela tem uma relação com o desenvolvimento do tubo neural (cérebro e coluna) do bebê. Um estudo recente feito por pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte revelou ainda que a colina desempenha um papel fundamental na região cerebral do bebê responsável pela memória.


Fonte: Revista Crescer

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Diabetes Gestacional


A partir do momento que você se programa para engravidar, descobre uma série de exames que nunca ouviu falar e que talvez terá de fazer durante a gestação. Entre tantos, um dos mais familiares talvez seja a glicemia de jejum, aquele que se costuma fazer no check-up com o seu ginecologista. Responsável por medir o nível de açúcar no sangue, ele é um dos primeiros do pré-natal e mostra se a grávida tem ou não diabetes gestacional. A novidade é que a maneira como esse exame é avaliado está sofrendo modificações. Um novo consenso internacional, publicado este ano na revista científica Diabetes Care, visa tornar mais rápido o diagnóstico de mulheres com diabetes na gravidez.


A principal alteração é que as grávidas com um resultado de glicemia de 92 mg/dL (confirmado em dois exames) até 125 mg/dL já serão consideradas com diabetes. Abaixo de 92 mg/dL, todas deverão realizar um teste oral de tolerância à glicose a 75 mg (também conhecido por curva glicêmica), entre a 24a. a 28a semana, para rastreio da doença. “A tendência é de que, com essa nota de corte, o número de casos de mulheres com diabetes gestacional aumente, porque o exame está mais rigoroso”, afirma Lenita Zajdenverg, endocrinologista, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e presidente regional da Sociedade Brasileira de Diabetes (RJ). Atualmente, de acordo com o Ministério da Saúde, a prevalência da doença em mulheres acima de 20 anos é de 7,6%. Um dos estudos usado como base para esse novo modelo de diagnóstico foi uma pesquisa realizada pela Northwestern University Feinberg School of Medicine, em Chicago, com mais de 23 mil grávidas de nove países cujos resultados mostraram que níveis de açúcar no sangue da gestante até então considerados normais poderiam apresentar riscos para a mãe e o bebê. Essas recomendações, no entanto, ainda não são adotadas por todos os especialistas e continuam em discussão. Mas há muito que você precisa saber a respeito da doença na gestação.

Como é feito o exame atualmente

Um dos critérios que os especialistas adotam é o preconizado pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), que usa como nota de corte o valor da glicemia de 85 mg/dL. Ou seja, se o seu exame der abaixo desse valor, e não houver qualquer fator de risco que peça o rastreio da doença, como obesidade, hipertensão, idade avançada, a doença está descartada. A não ser que você apresente ao longo da gravidez algum indicador de que algo não está bem, como engordar demais em pouco tempo. Nesse caso, o obstetra deve solicitar um novo teste.

Se a glicemia estiver entre 85 mg/dL e 125 mg/dL, você vai realizar o teste oral de tolerância à glicose (curva glicêmica) entre a 24a e 28a semana de gestação. O seu sangue será coletado primeiramente em jejum e novamente uma e duas horas após a ingestão de um líquido com 75 mg de glicose. Se mais de dois valores estiverem acima do esperado, o diagnóstico para diabetes gestacional será positivo.

Fatores que aumentam o risco

Os hormônios produzidos pela placenta podem levar à resistência da ação da insulina, responsável por equilibrar o nível de açúcar no sangue, o que vai aumentando à medida que a gravidez progride. As grávidas que não conseguem produzir insulina em quantidades suficientes para vencer essa resistência desenvolvem a doença.

Mulheres com mais de 25 anos, obesas, antes da gravidez ou no primeiro trimestre, com histórico familiar de diabetes em parentes de primeiro grau, que já tiveram a doença em outra gestação e que tenham tido bebês com mais de 4 quilos estão entre as que têm mais tendência de ter a doença. Entram para o grupo de risco quem engorda muito durante a gestação, tem excesso de líquido amniótico ou hipertensão e usa medicamentos que podem causar hiperglicemia, como alguns tipos de diuréticos e doses excessivas de hormônios tireoideanos.

Fonte: Revista Crescer


quinta-feira, 5 de abril de 2012

Genética e alimentação na gravidez influenciam o paladar do bebê

Pesquisadores americanos descobriram que, assim como os alimentos que a gestante ingere, a genética também interfere na formação
das preferências alimentares da criança

Quantas vezes você já ouviu, durante a gravidez, que os alimentos ingeridos nesse período influenciam o desenvolvimento do paladar do seu filho? Muitos estudos mostram que os sabores desses alimentos interferem na composição do líquido amniótico (que envolve o bebê na placenta). O fato de ingerir esse líquido o tempo inteiro, antes de nascer, pode resultar em preferências por esses alimentos no futuro.

Agora, cientistas do Centro Monnel Chemical Senses (instituição norte-americana de pesquisa sobre a importância dos sentidos para a saúde) descobriram que uma determinada proteína que é encontrada em uma célula das papilas gustativas (saliência na mucosa da língua) pode ser fundamental para a criança aceitar sabores amargos. Segundo os pesquisadores, que fizeram experimentos com ratos, os animais que tinham herdado a proteína chamada Serca3 aceitavam os alimentos amargos com mais facilidade. Já os que não tinham a proteína na célula se mostraram mais sensíveis e rejeitaram os alimentos amargos.
Em outras palavras, se você não gosta de alimentos amargos, como escarola e acelga, seu filho também pode não gostar. Para o obstetra Abner Lobão, da Universidade Federal de São Paulo, o estudo reforça que não é só o meio o responsável pelos hábitos alimentares das pessoas, mas a genética também interfere no paladar do bebê. "Muitos estudos falam da importância dos alimentos que a gestante ingere durante os nove meses para a alimentação da criança, mas não se sabe o quão desenvolvidas estão as papilas gustativas do feto", diz. "Tampouco se tem certeza se os sabores que chegam pelo cordão umbilical são os mesmos do alimento in natura, por exemplo." Ele acredita que o resultado final dessas pesquisas, provavelmente, vai mostrar que todos os aspectos se completam: genética, apresentação dos alimentos durante a gestação e na primeira infância e hábitos culturais

Fonte: Revista Crescer

quinta-feira, 15 de março de 2012

Gestação Saudável

O que posso comer? Quantos quilos eu vou engordar durante a gravidez? Tenho mesmo que comer por dois?

Essas são perguntas frequentes para a grande maioria das futuras mamães, e não é por menos.

A alimentação e o ganho de peso durante a gestação têm influência direta no desenvolvimento e saúde do bebê.

Selecionamos algumas das perguntas mais comuns e colocamos as respostas a seguir:

1. É verdade que preciso realmente comer por dois?

R: É fato que durante a gravidez a mulher deve ganhar peso, e consequentemente comer mais. Entretanto, isso não significa que a mulher deve comer por dois, uma vez que não vale apenas comer grande quantidade e sim comer com qualidade.

2. Quantos quilos devo ganhar durante a gravidez?

R: O ganho de peso durante a gravidez varia em função do estado nutricional da mãe no início da gestação. Um dos parâmetros utilizados é o IMC (Índice de Massa Corporal), a partir do qual é possível calcular quantos quilos a mulher deve ganhar. Em geral, o ganho de peso pode variar de 12 a 18 kg sem que a saúde da mãe seja comprometida.

3. Há algum alimento que melhore o enjôo e a azia no início da gestação?

R: Não há um alimento que resolva definitivamente o problema do enjôo no início da gravidez, e esse sintoma não quer dizer falta de saúde. Ele pode ser amenizado ingerindo-se sucos ou frutas cítricas, de limão por exemplo. No caso da azia alimentos mais secos como torradas e biscoitos salgados podem ajudar.

Além desses alimentos, o ideal é fazer as refeições em intervalos curtos, a cada duas ou três horas, incluindo pequenos lanches entre as refeições.

4. Quais os alimentos preciso evitar na gravidez?

R: O álcool e os adoçantes artificiais devem ser evitados durante a gestação, pois podem trazer prejuízos à saúde do bebê. Há ainda, alguns alimentos que devem ter seu consumo controlado como sal, açúcar, doces, frituras, alimentos ricos em gordura, refrigerantes e outras guloseimas.

5. O que posso fazer para evitar a prisão de ventre?

R: A constipação (prisão de ventre), comum durante a gravidez, pode ser melhorada com algumas pequenas mudanças no hábito alimentar como: ingestão de hortaliças cruas e verduras ou legumes cozidos no almoço e no jantar; inclusão de frutas nos lanches e intervalos (preferencialmente com casca); consumo regular de no mínimo dois litros de água por dia e aumento no consumo de alimentos integrais (pão, arroz, macarrão, aveia, linhaça, entre outros). Evitar goiaba!

6. Quais os principais nutrientes necessários para o bom desenvolvimento do bebê?

R: A alimentação deve ser variada, de forma a fornecer os nutrientes necessários. Mas alguns têm sua necessidade aumentada durante a gravidez e pode, muitas vezes, ser necessário sua suplementação tendo em vista a saúde da mãe e bebê. São eles:

Ácido fólico - fundamental para o desenvolvimento neurológico do bebê e diminui o risco de anemia na gravidez. Presente nos vegetais verdes escuros (couve, espinafre, brócolis), nozes, castanhas e amêndoas.

Ferro - indispensável para a futura mamãe que tem seu fluxo de sangue aumentado. Presente nas carnes vermelhas, feijões e vegetais verdes escuros. Consumir alimentos fonte de ferro junto a vegetais frescos e frutas cítricas (ricos em vitamina C) ajuda no melhor aproveitamento do ferro pelo organismo.

Cálcio - necessário para a manutenção da saúde óssea da mulher durante a gravidez, uma vez que o feto está em desenvolvimento e que estoques deste nutriente serão formados para a amamentação. Os alimentos ricos em cálcio são o leite e seus derivados (iogurte, queijos).

Proteínas - presente nas carnes, peixes, aves, leite, ovos, feijões e castanhas, participam da formação de tecidos, músculos e sangue. Devem compor a alimentação diária da futura mamãe.

Os cuidados com o bebê devem começar antes mesmo da gravidez, para que aconteça de forma saudável e segura. O acompanhamento profissional do obstetra tendo em vista a saúde da mãe e do bebê é indispensável para que tudo corra bem nesse período tão importante para a mulher.

Combinar tantos alimentos, informações e sensações, é uma tarefa difícil, porém necessária para sua saúde. Conte com o auxílio de um profissional Nutricionista para ajudá-la a conseguir uma alimentação balanceada durante a gravidez, promover um ganho de peso adequado e garantir, assim, uma gestação saudável.

Fonte: Blog da BBel