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quarta-feira, 28 de março de 2012

Alimentação Infantil: Meu filho não quer comer; e agora?

Esqueça distrações e aprenda como não sair do sério com as birras

A cena é conhecida por nove entre dez mães: depois de horas no fogão, preparando a refeição perfeita para o filhote, ele simplesmente se nega a experimentar. 

Você faz aviãozinho, monta uma carinha engraçada no prato, usa toda a sua lábia, inventa histórias, promete mundos e fundos se ele provar... mas aquele bebê tão fofinho se revela um monstrinho teimoso, que não tira a mão da frente da boca. 

Se forçar, pior ainda: ele cospe tudo, faz que vai vomitar e ainda abre o berreiro. Resultado: você troca o jantar por um iogurte, fica frustrada e o pequeno ainda se alimenta mal.

E agora?

 Para começo de conversa, saiba que negar comida é um comportamento perfeitamente normal entre as crianças. A nutricionista Teresa Bello explica que a falta de apetite pode ocorrer por diferentes motivos, até mesmo chamar sua atenção, porque o pequeno logo percebe a importância que os pais dão à refeição.

 O que não é normal é isso virar hábito, colocando em risco a saúde do seu filho e transformando cada refeição num tormento. Se é o seu caso, vá ao pediatra, porque só um longo tratamento de reeducação pode transformar esse comportamento.

Se a negação acontece só de vez em quando, ou se você tem a sorte de não ter passado por isso ainda, tanto melhor, porque está em tempo de prevenir.

Ensinadas desde bem pequenas, as crianças podem aprender a gostar de qualquer tipo de alimento. 

Como mudar um hábito é sempre muito difícil, é essencial passar aos pequenos costumes saudáveis desde cedo. Para ajudá-la, reunimos com a ajuda da nutricionista Teresa dicas simples e eficazes para ensinar o pimpolho a comer bem e com prazer.



Até os seis meses, seu filho não precisa de nada além do leite materno

Nesse período de vida, oferecer só leite materno é mais do que suficiente, pois ele supre todas as necessidades do bebê e ainda protege contra doenças, evita diarréia, fortalece a musculatura do rosto e previne problemas de fala. Assim, a oferta de chás e água é desnecessária e ainda pode prejudicar a sucção do bebê.



Seja um bom exemplo

Quando nasce, a criança tem nas papilas gustativas, localizadas na língua, a determinação genética das preferências e aversões alimentares que terá ao longo da vida. Entretanto, a influência do ambiente em que ela vive, o exemplo dos pais e as experiências positivas ou negativas podem ser mais fortes que a genética. 

Ou seja, talvez sua filha naturalmente não se sinta atraída por carne vermelha, mas com o hábito em casa, pode aprender a gostar.

Maus exemplos e preconceitos também são ensinados desse jeito. 

Talvez ela seja uma fã de frutas por natureza, mas se você não tem o costume de comê-las e ainda faz cara feia quando lhe oferecem uma maçã, é provável que sua filha também adquira resistência a esses alimentos. Depois não adianta exigir que a criança goste de pratos que os próprios pais não comem. 



Não insista demais


Mãe sempre acha que o filho está comendo pouco e acaba forçando o pequeno a comer mais do que ele precisa ou agüenta. A oferta de um volume de alimentos maior do que a capacidade gástrica da criança diminui o prazer de comer do bebê e aumenta a ansiedade dos pais, alerta a nutricionista Teresa.

Não tente bancar a chef de cozinha testando várias misturas


Prefira os alimentos básicos e introduza-os um a um na alimentação do bebê, gradativamente. É no primeiro ano de vida que a criança conhece novos sabores e aprende sobre as texturas dos alimentos, e cabe a você apresentá-los ao pequeno e identificar uma possível intolerância ou alergia. Ofereça uma fruta, um legume ou uma verdura de cada vez, na forma de papa ou purê, amassado com o garfo, nunca liquidificado.



Aposente de vez o aviãozinho

Inventar técnicas para fazer o filho abocanhar a comida, como distrair com um brinquedo ou com a televisão ligada e camuflar o alimento não educam para o prazer de se comer bem. Podem até funcionar na hora, mas perdem rápido seu efeito e você vai ter que exercitar muito a criatividade para criar tantas novas artimanhas. A hora de comer é hora só de comer, prestando atenção aos sabores, texturas, aromas, cores... 



Substitua o alimento recusado por outro do mesmo grupo nutricional

Você insiste no brócolis mas o bebê cospe tudo, abre o berreiro e provoca ânsia de vômito? Tente espinafre. Rejeita o feijão? Ofereça a lentilha. Insistir exageradamente em um alimento específico pode diminuir o prazer com o ato de comer, reforçando a falta de apetite , explica Teresa. 



Também vale mudar o jeito de preparar. Ela não quis espinafre refogado? Ponha as folhas no suflê, na omelete, no sanduíche... Lançar mão de ervas e condimentos como pimenta, páprica e curry também pode ajudar muito. A idéia não é encobrir o gosto, mas deixá-lo mais interessante. 



A criança deve comer primeiro com os olhos

Nada de gororobas misturadas. Ofereça as comidinhas em porções pequenas e coloridas, dispostas no prato em porções separadas e divertidas. De preferência, que ele possa comer sozinho, com as mãos até. 

Deixe que ele descubra as cores, formas, texturas e faça combinações como quiser. Transformar o chato prato-feito em uma refeição lúdica aumenta as chances do pequeno experimentar novidades e aprender sobre o sabor de cada alimento. 

Assim como o humor, o apetite pode variar de um dia para outro
Instabilidade alimentar é normal. Comeu pouco hoje? Compense os nutrientes no dia seguinte.

Mas é bom deixar claro: compensar em qualidade, não em quantidade!



Não tenha medo de impor limites

Já foi comprovado que a criança nasce com preferência para o sabor doce e resistência ao amargo.

Por isso, é normal preferir chocolate a espinafre. O problema está em deixar de ingerir o alimento saudável e abusar da guloseima. 

Até um ano de idade, seu bebê possui um estômago mais sensível, que pode ser irritado pelas substâncias presentes nas porcarias, como enlatados e refrigerantes. Isso compromete a digestão e a absorção nos nutrientes.

Resista às birras e estabeleça limites, seguindo horários fixos para fazer as refeições e insistindo em uma alimentação nutritiva. 



Use a regra do três

Se seu filho está na fase de contrariar, é bem capaz que diga não só por esporte. Drible as negações propondo um trato. Ele terá que provar cada alimento três vezes para ter certeza de que não gosta. São três garfadas: a primeira para descobrir que gosto tem, a segunda para saber se é bom ou ruim, e a terceira para ter certeza. 

Você vai se surpreender ao ver como a terceira garfada faz crianças mudarem de opinião! Se ele realmente não gostar, cumpra a sua parte no trato e deixe a comida de lado ao menos por essa refeição. 



Alimento não é recompensa e muito menos castigo

Nada de se comer a salada pode comer a sobremesa ou vai ficar sem ver TV se não raspar o prato. Também não invente de fazer o jogo dele, em chantagens do tipo se comer tudo, a mamãe vai ficar feliz e você vai ganhar uma surpresa . A comida não deve ser vinculada a sentimentos nem prêmios. 

Dentro do nível de entendimento da criança, ensine por que é realmente importante comer determinados alimentos: a cenoura é boa para a pele e os olhos, o macarrão e o arroz dão energia e o feijão deixa forte... 



Não ceda à chantagem da greve de fome

Ele não quer comer o jantar balanceado e insiste em tomar sorvete. Para não deixar o pequeno de barriga vazia, você topa a chantagem e deixa ele se lambuzar à vontade, depois de prometer que vai comer direitinho na próxima refeição. 

Sabe o que vai acontecer?
 No dia seguinte, seu espertíssimo filhote vai recorrer à mesma tática, se negando a comer o que é certo, em troca dos seus alimentos preferidos. Não caia nessa. Se ele não quer comer o jantar nem nenhuma das alternativas saudáveis que você ofereceu, deixe ele ir para a cama de barriga vazia. Fome só de sorvete (ou chocolate, ou bolacha, ou pão...) não existe.



Não deixe os lanchinhos melarem a disciplina

Na hora do almoço ele não quis comer nada, mas uma hora depois estava pedindo pelo lanche e se entupiu de biscoitos. Não deixe! Seja firme: se a criança disse que estava sem fome no almoço, vai ter que esperar até a hora certa do lanche e quando ela chegar, vai ter que se contentar com a quantidade correta, mesmo que a fome seja maior. 

Continuou com vontade? Ensine a ela a guardar a barriga para o jantar. Depois de alguns dias, seu filhote vai perceber que não tem jogo e é melhor comer o almoço inteiro para não ficar com vontade depois. 



O lanche da escola deve ser uma continuação da refeição em casa

A formação de um hábito alimentar saudável continua fora de casa. Para as crianças que fazem as refeições na escola, cabe aos pais conferir se o cardápio é variado, se é elaborado por um profissional e a forma como são apresentados os alimentos. Se o lanche é levado pronto de casa, é importante acompanhar o padrão da alimentação oferecida pela família.



Informe os avós sobre a alimentação adotada para o bebê
: Antes de dizer que avô e avó estragam a criança, converse com eles sobre como seu filho está se alimentando. Se um diz que pode e o outro diz que não, o pequeno fica confuso e não sabe a quem deve obedecer. É importante estabelecer regras para que a criança não adquira hábitos negativos em relação à alimentação , diz Teresa. 



Meu filho só quer comer macarrão instantâneo! 

Roberta Faria é mãe de Gabriela, 7 anos, e penou com os jejuns e as chantagens da pequena que, hoje, come de tudo apesar de ainda adorar uma bobagem 


A Gabi comia de tudo, mas quando estava com um ano, de uma hora para outra resolveu que só queria macarrão tipo Miojo, que tinha provado na casa dos avós. Não tinha jeito: qualquer outra comida que a gente insistisse, em casa ou na escola, ela negava. Fazia escândalos, vomitava, se arranhava e era capaz de passar dias sem comer nada além de leite. 

Aos poucos consegui introduzir outros alimentos, mas nem de longe ela tinha uma alimentação bacana. Para chegar lá, tive que adotar uma linha duríssima. Não foi nem um pouco fácil: durante um ano ela pulou refeições, fez jejuns, muitos berreiros, infernizou a vida das professoras e transformou cada refeição em casa numa tortura para nós duas. 

Mesmo cansada, não cedi nenhuma vez: nada de Miojo, nada de porcarias, nada de comer só o que ela queria, nada de ficar sem almoçar e se encher de bolacha no lanche. Adotei o truque das três garfadas, inventei receitas, levei-a para a cozinha comigo e deixei claro que ela pode até não gostar, mas tem que provar e algumas coisas tem que comer mesmo sem achar a maior maravilha. 

Hoje a Gabi ainda não toma a iniciativa de provar uma fruta nova, mas já come tudo que eu coloco no prato, e diz na escola que sou a melhor cozinheira do mundo. É um longo e árduo caminho para mudar. Aprendi a lição: o melhor jeito para a criança não comer bobagens é simplesmente não oferecer.

Fonte: Minha Vida

quinta-feira, 15 de março de 2012

Gestação Saudável

O que posso comer? Quantos quilos eu vou engordar durante a gravidez? Tenho mesmo que comer por dois?

Essas são perguntas frequentes para a grande maioria das futuras mamães, e não é por menos.

A alimentação e o ganho de peso durante a gestação têm influência direta no desenvolvimento e saúde do bebê.

Selecionamos algumas das perguntas mais comuns e colocamos as respostas a seguir:

1. É verdade que preciso realmente comer por dois?

R: É fato que durante a gravidez a mulher deve ganhar peso, e consequentemente comer mais. Entretanto, isso não significa que a mulher deve comer por dois, uma vez que não vale apenas comer grande quantidade e sim comer com qualidade.

2. Quantos quilos devo ganhar durante a gravidez?

R: O ganho de peso durante a gravidez varia em função do estado nutricional da mãe no início da gestação. Um dos parâmetros utilizados é o IMC (Índice de Massa Corporal), a partir do qual é possível calcular quantos quilos a mulher deve ganhar. Em geral, o ganho de peso pode variar de 12 a 18 kg sem que a saúde da mãe seja comprometida.

3. Há algum alimento que melhore o enjôo e a azia no início da gestação?

R: Não há um alimento que resolva definitivamente o problema do enjôo no início da gravidez, e esse sintoma não quer dizer falta de saúde. Ele pode ser amenizado ingerindo-se sucos ou frutas cítricas, de limão por exemplo. No caso da azia alimentos mais secos como torradas e biscoitos salgados podem ajudar.

Além desses alimentos, o ideal é fazer as refeições em intervalos curtos, a cada duas ou três horas, incluindo pequenos lanches entre as refeições.

4. Quais os alimentos preciso evitar na gravidez?

R: O álcool e os adoçantes artificiais devem ser evitados durante a gestação, pois podem trazer prejuízos à saúde do bebê. Há ainda, alguns alimentos que devem ter seu consumo controlado como sal, açúcar, doces, frituras, alimentos ricos em gordura, refrigerantes e outras guloseimas.

5. O que posso fazer para evitar a prisão de ventre?

R: A constipação (prisão de ventre), comum durante a gravidez, pode ser melhorada com algumas pequenas mudanças no hábito alimentar como: ingestão de hortaliças cruas e verduras ou legumes cozidos no almoço e no jantar; inclusão de frutas nos lanches e intervalos (preferencialmente com casca); consumo regular de no mínimo dois litros de água por dia e aumento no consumo de alimentos integrais (pão, arroz, macarrão, aveia, linhaça, entre outros). Evitar goiaba!

6. Quais os principais nutrientes necessários para o bom desenvolvimento do bebê?

R: A alimentação deve ser variada, de forma a fornecer os nutrientes necessários. Mas alguns têm sua necessidade aumentada durante a gravidez e pode, muitas vezes, ser necessário sua suplementação tendo em vista a saúde da mãe e bebê. São eles:

Ácido fólico - fundamental para o desenvolvimento neurológico do bebê e diminui o risco de anemia na gravidez. Presente nos vegetais verdes escuros (couve, espinafre, brócolis), nozes, castanhas e amêndoas.

Ferro - indispensável para a futura mamãe que tem seu fluxo de sangue aumentado. Presente nas carnes vermelhas, feijões e vegetais verdes escuros. Consumir alimentos fonte de ferro junto a vegetais frescos e frutas cítricas (ricos em vitamina C) ajuda no melhor aproveitamento do ferro pelo organismo.

Cálcio - necessário para a manutenção da saúde óssea da mulher durante a gravidez, uma vez que o feto está em desenvolvimento e que estoques deste nutriente serão formados para a amamentação. Os alimentos ricos em cálcio são o leite e seus derivados (iogurte, queijos).

Proteínas - presente nas carnes, peixes, aves, leite, ovos, feijões e castanhas, participam da formação de tecidos, músculos e sangue. Devem compor a alimentação diária da futura mamãe.

Os cuidados com o bebê devem começar antes mesmo da gravidez, para que aconteça de forma saudável e segura. O acompanhamento profissional do obstetra tendo em vista a saúde da mãe e do bebê é indispensável para que tudo corra bem nesse período tão importante para a mulher.

Combinar tantos alimentos, informações e sensações, é uma tarefa difícil, porém necessária para sua saúde. Conte com o auxílio de um profissional Nutricionista para ajudá-la a conseguir uma alimentação balanceada durante a gravidez, promover um ganho de peso adequado e garantir, assim, uma gestação saudável.

Fonte: Blog da BBel

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Como consumir frutas

Frescas, congeladas, desidratadas, em calda, liofilizadas, ou na forma de suco. São tantas opções que não tem desculpa para não incluir frutas no cardápio. Mas, quais as diferenças entre elas? Qual é a opção de fruta mais saudável e nutritiva para consumir? Qualquer processamento interfere nas características do alimento e com a fruta não é diferente. A fruta fresca é sem dúvida, a melhor opção, mas nem sempre temos tempo e condições de consumi-la. Já a fruta processada, além de ser prática, pode ser encontrada mesmo fora de época (safra).

Em sua forma natural, a fruta fornece muitos benefícios à saúde. O alimento possui poucas calorias (com exceção do coco, açaí e abacate) e alto teor de vitaminas e minerais antioxidantes. As frutas também hidratam o organismo, fornecem energia e fibras, contribuindo para o funcionamento intestinal e para maior saciedade. Além disso, elas podem ser consumidas de diversas maneiras e em muitas receitas.

As frutas desidratadas passam por um processo que usa ar quente e retira toda a água da fruta para ela ficar com o aspecto de seca. A boa notícia é que este processo faz com que as elas apresentem concentrações maiores de muitos nutrientes (com exceção da vitamina C e as do complexo B) e fibras, quando comparadas às frutas frescas.

Mas a quantidade de calorias também aumenta devido à concentração ainda maior do açúcar da fruta, conhecido como frutose. Portanto, se estiver de dieta, tome cuidado com o excesso. Para ter uma ideia, uma taça de uvas frescas possui 104 calorias e 1,4g de fibras, enquanto meia taça de uvas passas fornece 434 calorias e 5,4g de fibras. Uma grande vantagem das frutas desidratadas é em relação à praticidade de consumo, de armazenamento e ao tempo de validade.


As frutas liofilizadas passam por um processo especial de secagem que envolve baixas temperaturas e pressão. Esse processo deixa as frutas sequinhas e crocantes, além de conservar mais os nutrientes do que o processo de desidratação comum. A desvantagem é que as calorias também aumentam e 100g da fruta liofilizada pode equivaler a quase um quilo da fruta fresca.

Já em relação aos sucos, aqueles de frutas feitos em casa são sempre a melhor opção, desde que seja tomado logo depois do preparo para aproveitar todas as vitaminas. O suco caseiro é natural, livre de conservantes e corantes, rico em vitaminas, mas pobre em fibras, assim como os industrializados. As fibras se perdem no processo de extração do sumo.

Os sucos industrializados são práticos, mas a maioria contém conservantes, corantes e muito açúcar em sua composição. Se tiver criança em casa, prefira sempre os sucos naturais, os de polpa congelada sem açúcar ou os industrializados classificados como suco natural ou néctar, que possuem maior quantidade de polpa e não têm conservantes.

Fonte: Blog da BBel

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Nutrigenômica é um modo mais eficiente de emagrecer

Ela estuda a genética e o tipo metabólico antes de estabelecer um cardápio

Recentemente o jornal "O Estado de São Paulo" publicou interessante matéria sobre nutrigenômica, ciência que estuda a interação entre alimentação, genoma e metabolismo. Essa nova maneira de avaliar o processo alimentar e seus resultados para a saúde já recebe a atenção de inúmeros cientistas, que apontam o desenvolvimento dessa nova técnica com o fim das dietas genéricas, prescritas igualmente a qualquer pessoa, sem levar em conta características importantes de cada indivíduo que influenciam diretamente na maneira com que ele vai perder peso. Agora a ciência reconhece a importância de uma dieta realmente personalizada, feita com base na genética e nos tipos metabólicos.

Emagrecer com saúde e permanecer magro segundo essa nova ciência alimentar é muito mais interessante do que muitos tipos de dieta

Como explico em meu livro Emagreça e Apareça, que lancei pela editora Gaia há cerca de três anos, emagrecer com saúde e permanecer magro segundo essa nova ciência alimentar é muito mais interessante do que muitos tipos de dieta. A partir do fato de que você é uma pessoa única, biologicamente singular, o segredo é descobrir seu tipo metabólico, que se relaciona com sua genética, e adotar a alimentação indicada para ele.

A nutrigenômica também pode prevenir problemas vasculares, diabetes, obesidade e câncer. Esses problemas podem ser desencadeados por uma alimentação inadequada a um tipo metabólico específico. Por isso, com a alimentação controlada pela nutrigenomica já que também leva em conta a genética e a predisposição para desenvolver essas enfermidades.

Já tive tempo suficiente para constatar junto a meus pacientes a eficácia dessa nova forma alimentar que ajuda a emagrecer e ao mesmo tempo fortalecer o sistema imunológico, ganhar equilíbrio, energia e estabilidade emocional e mental, sem abrir mão do prazer de comer, que muitas vezes é esquecido no processo de emagrecimento. É o fim dos incontroláveis desejos alimentares, da inútil contagem de calorias e das privações impostas pela maior parte das dietas, que nem sempre chegam a bons resultados.



Fonte: Minha Vida

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Dieta certa e exercícios físicos exterminam a barriguinha


Excesso de gordura localizado no

abdômen só desaparece com dedicação

Aquela barriguinha que teima em continuar em evidência, apesar da perda de peso, é um problema estético para muitas mulheres. Além disso, é um perigo para a saúde. "Essa gordura, que envolve órgãos internos, como fígado e pâncreas, dificulta a ligação da insulina com seu receptor celular, causando uma resistência insulínica que predispõe a diabetes, pressão alta e problemas de colesterol", explica a endocrinologista e integrante da diretoria da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) Cláudia Cozer. Mas há soluções que fazem o excesso de gordura localizado no abdômen desaparecer. Pena que elas não sejam milagrosas. 



Perca a barriga em duas semanas 
Se estiver com pressa de reduzir a barriguinha por causa de alguma data especial, siga por duas semanas esta série de orientações alimentares organizada pela equipe nutricional do Minha Vida. Para começar, corte do seu cardápio feijão, leite, açúcar, milho, repolho, pimentão, brócolis, cebola, bebidas gasosas, frituras, comidas com conservantes, pão e arroz branco, álcool e suco de laranja.


Nesse período, diminua a quantidade de sal que coloca na comida, pois ele retém muito líquido. Para substituí-lo, abuse de ervas, como manjericão, hortelã, salsão, alecrim, salsinha, orégano e louro, ou temperos, como pimenta, mostarda, coentro e noz-moscada. Vinagre balsâmico, limão e um pouco de iogurte desnatado também podem ser usados. Coma mais aveia, nozes, gérmen de trigo, banana e arroz integral, ricos em vitamina B6, que reduzem a retenção de líquidos. 



Regularize seu intestino e beba no mínimo dois litros de água por dia. Aumente a quantidade de alimentos ricos em líquido como chuchu, melancia, melão, pera, pepino e abobrinha. O excesso de adoçante pode dar gases e inchar a barriga, por isso utilize, no máximo, 20 gotas por dia.

Dê preferência para frango e peixe, já que as carnes vermelhas são de difícil digestão. Ao fim desses 14 dias, volte a ter uma alimentação balanceada, incluindo todo tipo de nutriente.

Regularize seu intestino e beba no mínimo dois litros de água por dia


Reduza a gordura abdominal no dia a dia 


Quem não precisa fazer um programa intenso como esse, mas também quer diminuir a barriguinha, deve "evitar alimentos com muito sal, fazer atividades aeróbicas e exercícios que fortaleçam a musculatura abdominal", recomenda Cláudia. E para isso não tem segredo: dieta equilibrada, "com pouca gordura e carboidratos, evitando frituras, doces, frios e embutidos". 

Além disso, o intestino precisa estar funcionando direitinho para que não haja inchaço no local. "É muito importante ir ao banheiro pelo menos duas vezes por dia, por isso a ingestão de fibras e líquidos é fundamental", orienta a endocrinologista.

Alguns alimentos específicos podem ajudar na tarefa. São os chamados termogênicos. De acordo com a nutricionista Erica Lopes, eles induzem o corpo a gastar energia durante o processo digestivo. "O efeito térmico do alimento varia conforme a composição da dieta, sendo maior após o consumo de carboidratos e proteínas do que depois da ingestão de gordura", diz. 

Entre os principais termogênicos estão: pimenta, mostarda, gengibre, vinagre de maçã, acelga, aspargos, couve, brócolis, laranja, kiwi, cafeína, guaraná, chá verde, água gelada, linhaça, gorduras vegetais e gorduras de coco. "Mas a alimentação dever ser bem balanceada, pois somente o consumo desses alimentos leva a uma deficiência importante de nutrientes", alerta.

Exercícios 
O personal trainer Ivaldo Larentis recomenda a prática de atividades aeróbicas (caminhada, corrida, bicicleta etc) cinco vezes por semana durante 30 minutos. Além disso, indica os seguintes exercícios localizados, que devem ser feitos em séries de 15 a 20 repetições quatro vezes por semana: 


1. Abdominal 90 graus: deite de barriga para cima, joelhos flexionados num ângulo de 90 graus com os pés para cima, mãos atrás na cabeça, cotovelos abertos. Lentamente suba, tirando os ombros do chão. Pare e desça até a posição inicial. 



2. Elevação: coloque as mãos sob as nádegas e mantenha as pernas estendidas em direção ao teto, perpendiculares ao tronco. Retire o quadril do chão, numa linha reta. Pare e desça. 



3. Abdominal negativo: sente-se com os joelhos flexionados e mantenha uma distancia entre os pés similar à da largura dos ombros. Estique os braços. Comece com o tronco numa posição menor que 90 graus em relação ao chão. Desça. Quando a parte superior do corpo atingir um ângulo de 45 graus em relação ao chão, retorne à posição inicial. Repita a série três vezes.

Fonte: Minha Vida