A relação entre uma criança e sua mãe nos primeiros anos de vida é muito importante para o seu desenvolvimento. Um estudo publicado na versão online da revista médica “Pediatrics” indica mais um aspecto determinado por essa relação: a obesidade.
A pesquisa sugere que quanto menor for a qualidade da relação em termos de segurança emocional da criança e sensibilidade da mãe, maior é o risco de que essa criança seja obesa quando completar 15 anos de idade.
Mais de um quarto das crianças com as piores relações emocionais com as mães se tornaram obesas. Em comparação, o número cai para 13% entre as que tinham os laços mais próximos com as mães nos primeiros anos de vida.
“É possível que a obesidade infantil seja influenciada por intervenções que tentem melhorar os laços emocionais entre mães e crianças, em vez de focar apenas na alimentação e na atividade”, aposta Sarah Anderson, da Universidade do Estado de Ohio, autora do estudo.
A pesquisadora afirma que a relação dos pais com as crianças influencia o estresse e, a partir daí, a obesidade entra no debate. “Uma resposta bem regulada ao estresse pode, por consequência, influenciar o sono das crianças e se elas comem por angústia emocional – dois fatores que afetam a probabilidade da obesidade”, argumenta Anderson.
