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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Relação entre mãe e filho pequeno influencia obesidade, diz estudo


Crianças sem segurança emocional até os três anos tendem a engordar.Pesquisa acompanhou pouco menos de mil crianças nos EUA.


A relação entre uma criança e sua mãe nos primeiros anos de vida é muito importante para o seu desenvolvimento. Um estudo publicado na versão online da revista médica “Pediatrics” indica mais um aspecto determinado por essa relação: a obesidade.


A pesquisa sugere que quanto menor for a qualidade da relação em termos de segurança emocional da criança e sensibilidade da mãe, maior é o risco de que essa criança seja obesa quando completar 15 anos de idade.
A pesquisa usou dados de 977 crianças nascidas nos EUA em 1991. Os cientistas analisaram a maneira como as mães brincavam com elas aos 15, aos 24 e aos 36 meses de idade. A partir daí, determinavam a qualidade da interação entre eles. O cálculo de obesidade foi baseado no índice de massa corporal (IMC), cálculo feito com a altura e o peso da pessoa.


Mais de um quarto das crianças com as piores relações emocionais com as mães se tornaram obesas. Em comparação, o número cai para 13% entre as que tinham os laços mais próximos com as mães nos primeiros anos de vida.


“É possível que a obesidade infantil seja influenciada por intervenções que tentem melhorar os laços emocionais entre mães e crianças, em vez de focar apenas na alimentação e na atividade”, aposta Sarah Anderson, da Universidade do Estado de Ohio, autora do estudo.


A pesquisadora afirma que a relação dos pais com as crianças influencia o estresse e, a partir daí, a obesidade entra no debate. “Uma resposta bem regulada ao estresse pode, por consequência, influenciar o sono das crianças e se elas comem por angústia emocional – dois fatores que afetam a probabilidade da obesidade”, argumenta Anderson.
Fonte: G1 Portal de Notícias

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Diabetes pré-gravidez quadruplica risco de defeitos em bebês, diz estudo

Estudo recomenda mães controlar o nível de açúcar no sangue antes mesmo de tentar engravidar para garantir saúde do bebê.

Mães que sofrem de diabetes têm risco quatro vezes mais elevado de dar à luz bebês com defeitos de nascença, segundo um estudo realizado na Grã-Bretanha.

A pesquisa da Universidade de Newcastle, publicada na revista cientìfica 'Diabetologia', analisou mais de 400 mil gestações no nordeste da Inglaterra entre 1996 e 2008.

A conclusão é de que a diabetes aumenta as chances de os filhos nascerem com defeitos tais como problemas cardíacos congênitos e mielomeningocele, ou espinha bífida, o fechamento incompleto do canal da coluna vertebral.

Os médicos já aconselham as mulheres a controlar o nível de açúcar no sangue antes de tentar engravidar. Na Grã-Bretanha, essa recomendação é de que o nível de açúcar fique abaixo de 6,1% antes da gravidez.

Tanto a diabetes tipo 1, que tende a aparecer na infância, e tipo 2, majoritariamente em decorrência da alimentação, levam a problemas de controle do nível de açúcar no sangue, e podem ter como consequência defeitos de nascença, aborto e excesso de peso do bebê.

Na pesquisa da universidade britânica, 1.677 das 401.149 mulheres pesquisadas tinham diabetes.

Nestas, observaram os pesquisadores, os riscos de defeitos de nascença eram de 72 em cada mil nascimentos, contra 19 em cada mil entre as mulheres sem diabetes preexistente.

Segundo o estudo, o nível de açúcar antes da gravidez é 'o fator mais importante' possível de ser controlado pela mãe para evitar anomalias, que normalmente aparecem nas primeiras quatro ou seis semanas.

A coordenadora da pesquisa, Ruth Bell, disse que o número de gestações ocorrendo com pouco controle dos níveis de açúcar 'é mais do que o desejável'.

'É um problema quando a gravidez não é planejada ou quando as pessoas não estão cientes de que precisam de acompanhamento médico antes da gravidez', afirmou.

Para Bell, entretanto, 'a boa notícia é que, com acompanhamento médico antes e durante a gravidez, a maioria das mulheres com diabetes poderá ter um bebê saudável'.

Fonte: G1 Portal de Notícias