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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Substituir maus hábitos alimentares


Docinho no fim da tarde pode virar uma fruta, por exemplo.

No caso do cigarro, que é um vício, é preciso ter mais força de vontade.

A física moderna diz que a todas as interações entre as partículas existentes na natureza são regidas por quatro forças: a gravidade, o magnetismo, a força fraca e a força forte. São elas que regem o comportamento dos átomos e fazem com que o mundo seja como nós o conhecemos.
Quando o assunto é o comportamento humano, entra em cena uma força que pode muitas vezes ser ainda mais poderosa – a força do hábito. 
Os hábitos surgiram para nos ajudar. Estabelecer rotinas foi um jeito que o cérebro encontrou de economizar energia. Uma vez que você já aprendeu a fazer uma atividade, ela tende a ser cada vez menos trabalhosa, e em time que está ganhando não se mexe.
Só que a natureza é traiçoeira. O ser humano evoluiu, passou a viver em cidades e adquiriu hábitos que não são tão saudáveis. Na alimentação, os hábitos errados podem sabotar uma dieta.
Info bons hábitos (Foto: arte / G1)
Como o quadro acima mostra, os bons hábitos começam na mesa, mas o problema também pode estar entre as refeições. O docinho no fim da tarde é um ótimo exemplo de como um hábito pode ser ruim para a saúde. A alimentação pode ser toda saudável, mas o excesso de doces pode fazer com que ela engorde.
Os gânglios que ficam na base do cérebro constituem a região onde os hábitos ficam armazenados. Se essa “caixa” se esvazia, o cérebro sente falta – é uma porta de reentrada para os maus hábitos.
Por isso é muito difícil simplesmente abandonar um hábito, é preciso substituí-lo por um novo. Se você come um chocolate todo dia, é difícil abrir mão dele, mas você pode trocar pelo meio amargo, que tem menos açúcar. Outra ideia é trocá-lo pela sua fruta predileta, na mesma hora do dia.
Um hábito que todo mundo deveria ter é o exercício físico. Se você é sedentário e quer começar, vá primeiro para uma atividade que te dê prazer. Insista com ela, e o prazer do exercício logo compensará o prazer que uma hora a mais de descanso daria – e o hábito estará criado.
Uma troca como essa requer coragem e atitude, mas vale a pena. Você vai abrir mão do que parece seguro, mas só saindo dessa zona de conforto é possível mudar os hábitos.
Quando o hábito vira vício, é um desafio ainda maior, como é o caso do cigarro. A força de vontade precisa aumentar, mas o mecanismo é o mesmo – é preciso colocar hábitos novos e mais saudáveis no lugar.
Os convidados do Bem Estar também deram uma dica que não está tão ligada aos hábitos, mas que é essencial para proteger a dieta – a lista de compras. Vá ao supermercado com um objetivo definido, sabendo o que você quer, de preferência sem fome. É a melhor maneira de resistir às tentações das guloseimas.
Fonte: Bem Estar

sábado, 10 de agosto de 2013

Diarréia e Alimentação



 Processos diarréicos nos afligem desde o nascimento até a morte, sendo as crianças particularmente as mais vulneráveis. Na maioria das pessoas, a diarréia é um ataque rápido de curta duração, para um problema habitual, crônico e aparentemente sem causa detectável. A diarréia é definida como o excesso de água excretada das fezes, resultante de movimentos intestinais aquosos frequentes e ocorrem em decorrência de uma diminuição da absorção de água no trato gastrointestinal.

É de extrema importância no processo diarréico não parar de comer, o remédio da natureza ajuda a curar a diarréia, contudo, um mito muito difundido de que é melhor “deixar o intestino descansar” persiste no muito inteiro. A verdade é que a probabilidade de uma pessoa se recuperar é mais rápido se continuar se alimentando, muito embora não sinta vontade, diz William B. Greenough III, M.D., professor de medicina da Johns Hopkins University e presidente da Fundação Internacional para a Saúde da Criança. Ele avisa: “Não Pare de comer. Basta comer frutas que encurtem a diarréia – alimentos como sopa de arroz ou cenoura, pudim de tapioca e pouco açúcar”. Coma frequentemente e devagar; comer muito depressa pode provocar náusea.

Além da importância de tomar bastante água, sucos e soro caseiro. Também são indicados Chás do broto da goiaba, erva doce, erva cidreira e de camomila.
Fique Alerta!!!

Fonte: Blog Papo Nutricional

sábado, 3 de agosto de 2013

Alimentação saudável para os idosos



Hoje trazemos algumas dicas de como manter uma alimentação saudável na melhor idade!

1- Consumir alimentos ricos em vitaminas e minerais. Muitos idosos não consomem a quantidade que deveria, apresentando carência de alguns nutrientes. Por isso, deve fazer uma alimentação variada, consumir, por exemplo, cereais integrais, frutas, legumes, carnes e laticínios. 

2- Escolher alimentos saudáveis. Ao utilizar alimentos saudáveis, as refeições serão mais atrativas, o que pode estimular o apetite do idoso. É uma forma de melhorar os aromas e os sabores dos alimentos para pessoas cujos sentidos do paladar e do olfato não são o que costumavam ser. 

3- Fazer da refeição um evento social. Alguns idosos que vivem sozinhos ou sofrem de depressão, podem parar de cozinhar as suas próprias refeições, levando-os à perda do apetite. É importante fazer das refeições um encontro de família. É uma boa forma do idoso sentir-se motivado a alimentar-se. 

4- Ter o hábito de realizar pequenos lanches. A grande maioria das pessoas não tem o hábito de fazer lanches, um idoso muito menos - já que perde o apetite com facilidade. Por isso, faça várias refeições durante o dia. Consuma uma fruta no meio da manhã e da tarde, um iogurte com cereais, um pão integral com queijo branco, são bons exemplos de lanches saudáveis.

5- Vá com o idoso ao supermercado e ajude-o a fazer compras. Ir sozinho ao supermercado pode ser uma carga de trabalhos para os mais velhos. Existe sempre a dificuldade de escolher os alimentos, de carregar as compras e saber em que seção estão determinados produtos. Assim, acompanhe o idoso.

Com uma alimentação correta, o idoso poderá viver de forma mais saudável e ainda evitar possíveis doenças.

Fonte: Blog Papo Nutricional

sábado, 6 de julho de 2013

Nutrição e Alimentação para Diabéticos


A Nutrição, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, é parte fundamental do tripé do controle do Diabetes (dieta, atividade física e medicamentos). Pensando nisso há muitos anos atrás na ADIABC (ASSOCIAÇÃO DE DIABETES DO ABC) foi feita uma parceria entre a NUTRIÇÃO e a CULINÁRIA, onde juntamos a parte teórica (NUTRIÇÃO) a prática (CULINÁRIA). Segundo a Culinarista Berenice Andretta, “é importante juntarmos o conhecimento teórico a prática, pois assim o PORTADOR de DIABETES consegue aplicar o conhecimento adquirido de forma simples e adaptada a sua realidade”.

Todas as receitas dadas durante as aulas na ADIABC e no site são previamente: testadas, degustadas e avaliadas quanto a sabor, aparência e textura. Além disso, o VALOR NUTRICIONAL é calculado pela Nutricionista Elaine Moraes e assim são verificadas se são apropriadas ao PORTADOR de DIABETES.Este site traz uma diversidade de receitas para você, PORTADOR DE DIABETES, diversificar suas refeições e trazer mais novidades a sua alimentação.Bom apetite!!!


Fonte: www.adiabc.org.br

sábado, 29 de junho de 2013

Alimentação do aluno diabético




O que o diabetes altera na rotina da criança na escola?
• As crianças e os adolescentes com diabetes podem participar de todas as atividades escolares

• O plano alimentar da criança pode ser adequado às condições oferecidas pela escola. Converse com os pais das crianças para determinar possíveis ajustes.

• Muitas crianças se sentem envergonhadas pelo fato de terem diabetes, encorajem-nas a conversar com os colegas sobre o assunto, mas respeitem a privacidade delas se elas se negarem.



Cuidados com a Alimentação:
• O aluno com diabetes assim como qualquer outro necessita de uma alimentação saudável e equilibrada.

• Se a escola fornece a merenda escolar, ela pode e deve ser adaptável. Alimentos que contenham açúcar são facilmente substituídos por uma versão sem açúcar, ou por fruta. Podemos até em alguns lanches incluir alimentos com açúcar desde que orientados pelo responsável pela criança.

• Nas cantinas, pense em ter opções saudáveis como queijo quente, misto quente, salada de frutas, iogurtes lights. Isso ajudará a todos, não apenas as crianças e adolescentes com Diabetes.



• Disponibilize aos pais e equipe o cardápio da semana ou do mês, com a informação nutricional do produto, isso facilitará a adesão ao plano alimentar prescrito pela equipe.

• É importante que o aluno com diabetes seja autorizado a sair da sala da aula para ir ao banheiro, tomar água ou comer algum alimento, mesmo que seja fora do horário de intervalo. Isto porque os sintomas de diabetes, podem ser corrigidos ou amenizados através destas ações.

• Qualquer mudança de comportamento da criança ou adolescente, pode indicar uma mudança de glicemia. Na dúvida, medir a glicemia.






Fonte: www.diabetesnasescolas.org.br

sábado, 1 de junho de 2013

Alimentar-se corretamente em temperaturas elevadas

A temperatura começa a subir e com isso, suas necessidades nutricionais se alteram também. Os princípios básicos são os mesmos: dieta equilibrada, ingestão de calorias, proteínas, etc. No entanto, o verão obriga a alguns cuidados com a alimentação. 

Verão_nutrição

BEBA MUITA ÁGUA
Com a transpiração, o nosso organismo perde mais água. Por isso é muito importante beber muito líquido no verão, para se manter hidratado. Além disso, a água ajuda em sua digestão e também a manter  elevado os seus níveis de energia. A pele e o cabelo também têm tendência a secar com o calor, mas tudo isso pode ser evitado se beber bastante água.
NÃO PULE REFEIÇÕES
O calor pode trazer alguma perda de apetite, mas é muito importante que não pule nenhuma refeição. Lembre-se que tanto no verão como durante o resto do ano, uma dieta balanceada deve incluir todos os grupos de alimentos.
PREFIRA ALIMENTOS FRESCOS
Quando as temperaturas são elevadas, o organismo requer alimentos frescos em lugar de comidas de alto conteúdo calórico.
REDUZA OS NÍVEIS DE CAFEÍNA
 
Na hora de beber cafezinho, pense bem. Muita cafeína no organismo ajuda a desidratar, o que corta os efeitos positivos de beber muita água.
COMA BASTANTE FRUTA
As frutas são um grande aliado do Verão. Nesta época do ano é possível encontrar uma grande variedade de frutas frescas e ricas em vitaminas e minerais. Poderá comê-las frescas, em saladas ou mesmo em sucos.
COMA SALADAS
As saladas constituem uma excelente opção para o almoço e o jantar, porque são muito frescas e nutritivas. Para aumentar o nível de vitaminas, pode incluir vegetais variados de diferentes cores.

sábado, 11 de maio de 2013

Pirâmide de Alimentos


O guia para uma dieta balanceada
As pirâmides de alimentos foram desenvolvidas para ilustrar de forma simples as opções que devemos fazer para dieta saudável.

A pirâmide alimentar nos mostra os alimentos e nutrientes dos quais necessitamos, agrupados por tipos, bem como as proporções e quantidades corretas para manter um peso saudável. Não é uma descrição rígida, mas sim um guia geral que permite que você escolha a alimentação adequada.
A tabela abaixo determina de forma geral quantas porções você necessita para cada nível de queima calórico.
tabela alimentos

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Síndrome do Intestino Irritável

A síndrome do intestino irritável acomete mais mulheres do que homens e é uma condição muito comum em todo o mundo. Por não apresentar infecções ou úlceras é chamada de funcional. Até hoje esse distúrbio do trato digestivo não apresentou nenhuma alteração metabólica, bioquímica ou estrutural de órgãos envolvidos, caracterizando-se apenas pela inibição, acentuação ou modificação das funções intestinais. Essa síndrome pode estar associada a alterações psicológicas, como depressão e ansiedade.

Por não ser uma síndrome conhecida, não se sabe ao certo quando a pessoa passa a apresentar os sintomas, que geralmente são cólicas abdominais, náuseas, gases, constipação, diarreia, distensão abdominal, queimação, aumento na frequência diária de evacuações e sensação de evacuação incompleta. Algumas pessoas podem apresentar flatulência, muco nas fezes e urgência retal.

Também não se sabe o que causa o aparecimento dessa síndrome, mas especialistas acreditam que a causa esteja nas alterações dos movimentos que levam o alimento desde a boca até o ânus. Em observações feitas em pacientes que possuem a síndrome do intestino irritável, verificaram-se volumes pequenos de fezes e gases no intestino, que são capazes de gerar uma sensação interpretada pelos pacientes como dor, enquanto que as pessoas que não possuem a síndrome não sentiriam nenhuma perturbação.

Como essa síndrome não apresenta infecções e nem úlceras, o médico prescreve diversos exames – não para diagnosticar a síndrome, mas para afastar todas as prováveis doenças que tenham sintomas semelhantes. A partir do histórico, sintomas, exames laboratoriais e exames físicos minuciosos o médico pode descartar outras patologias e diagnosticar a síndrome.

Se os sintomas aparecerem após os 40 anos, apresentando quadro de sangramento via retal, emagrecimento, febre, anemia e diarreia intensa, o médico deverá investigar com mais atenção as causas que estão provocando esses sintomas.

Até o momento não se conhece um tratamento que seja eficaz para essa síndrome. Sendo assim, o tratamento se baseia na alteração dos hábitos alimentares. Em alguns casos, antidepressivos são prescritos pelo médico.


Fonte: www.mundoeducacao.com.br

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Mitos e Verdades sobre os Carboidratos





Mito
Batata frita apresenta colesterol.
Verdade
Vegetais fritos em óleos vegetais como, por exemplo, batata frita, não apresentam colesterol. O colesterol está presente em alimentos de origem animal. Carne, leite, queijos, bacon, embutidos, creme de leite são alguns alimentos que apresentam essa substância.
Mito
Para emagrecer é necessário reduzir a quantidade de alimentos ingeridos.
Verdade
O emagrecimento ocorre quando há uma redução da quantidade de energia ou calorias fornecida pela alimentação. O volume de alimentos ingeridos poderá ser mantido e, até mesmo, aumentado durante o processo de redução de peso. Alimentos muito calóricos apresentam baixo volume pois, normalmente, contêm baixa quantidade de água. Um exemplo para comparação: uma barrinha pequena de chocolate que contém 25 gramas apresenta 130 calorias. Para alcançar a mesma quantidade calórica de mamão papaya é necessário ingerir 370 gramas dessa fruta!
Mito
Ingerir líquidos com as refeições engorda.
Verdade
Ingerir uma bebida na refeição não irá fazer engordar. Em pequena quantidade, ou seja, um copo pequeno de 200 mL, o líquido irá ajudar na digestão já que ele irá umedecer os alimentos. Deve-se evitar uma quantidade muito elevada, pois a bebida irá diluir o suco gástrico e o que correrá será exatamente o inverso, ou seja, a digestão será prejudicada.
Mito
Existe um alimento que emagrece.
Verdade
Nenhum alimento tem o poder de emagrecer. Vira e mexe, ouvimos algo a respeito. Não tem segredo: para reduzir o peso é necessário reestruturar a alimentação, modificando os hábitos, gradativamente. Dar preferência aos alimentos com melhor qualidade nutricional e aumentando o nível de atividade física, o emagrecimento ocorrerá.
Mito

Ingerir carboidratos à noite engorda.

Verdade
Ingerir carboidratos à noite não engorda. Os carboidratos são os nutrientes que devem estar presentes em nossa alimentação em maior quantidade. Um erro é fazer uma alimentação muito restrita durante o dia e, à noite, fazer a compensação. Faça pequenas refeições de três em três horas e opte por uma variedade de alimentos. Evite fazer uma refeição em grande volume no final do dia, já que nesse período o metabolismo diminui devido à redução das atividades diárias e ao período de sono.
Fonte: Dieta e Saúde

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Veja como é a alimentação dos atletas de ponta que vão a Londres


Dieta pode ter um impacto importante em algumas modalidades esportivas; efeito já era conhecido na Olimpíada antiga

Atletas bbc (Foto: BBC/Reuters)Dietas dos atletas variam muito (Foto: BBC/Reuters)
Uns têm que comer muito, outros muito pouco. Uns têm que escolher muito bem o que põem no prato, outros poucos podem ignorar qualquer restrição. Para todos os esportistas olímpicos, a dieta é um assunto crucial e específico.
Isso porque cada corpo atlético, alto ou baixo, robusto ou frágil, é uma "máquina" que requer combustível específico para obter o mais alto rendimento.
O impacto da dieta sobre o desempenho esportivo já era conhecido pelos atletas olímpicos originais, no século 6 a.C.
Segundo pesquisas históricas, as façanhas de alguns profissionais que consumiam dietas ricas em proteínas deu início a uma febre do consumo de carne entre os competidores que lutavam pela glória em Olímpia.
"Não há uma fórmula para todos os esportes", disse à BBC Álvaro García-Romero Pérez, professor da faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Europeia de Madri e especialista em nutrição desportiva.
"Não deve ser nada muito pesado, nem para esportistas nem para não esportistas. A alimentação deve ser parte de uma filosofía de vida e pode ser conseguida por meio da educação alimentar", observa Marcia Onzari, chefe da cátedra de Nutrição da Universidade de Buenos Aires.
A realidade é que, para alguns, "treinar" o estômago pode ser quase tão duro como converter-se no indivíduo mais rápido, forte ou no que salta mais alto.
Phelps (Foto: BBC/Getty Images)
Nadador americano Michael Phelps desmentiu que
ingira 12 mil kcal por dia (Foto: BBC/Getty Images)




Os que comem muito
Já se tornou uma lenda a história segundo a qual o nadador americano Michael Phelps, ganhador de 16 medalhas olímpicas, manteria uma dieta pantagruélica de 12 mil calorias por dia (quase cinco vezes a média recomendada para um homem adulto).
O mesmo Phelps já desmentiu isso, que o professor García-Romero acredita ser um exagero.
Mas alguns esportes, que Onzari agrupa na categoria de "longa duração ou resistência" requerem de verdade o consumo de quantidades de alimentos consideravelmente superiores ao de um ser humano médio.
"Isso inclui a maratona, o triatlo, o remo, a natação em águas abertas, o ciclismo. Eles se caracterizam por uma demanda de energia muito elevada. Os esportistas têm que consumir uma quantidade suficiente de carboidratos para ter muita energia quando estão treinando ou competindo, junto com a hidratação", observa Onzari.
Os alimentos que são fonte de carboidratos incluem os cereais como a aveia, a cevada, o trigo e o milho, as farinhas, os legumes e algumas frutas.
García-Romero afirma que a chave está na "alimentação sustentada durante longos períodos que supõe o treinamento", mas as experiências variam de um atleta para o outro.
Em um artigo recente na imprensa local, a nadadora de águas abertas Keri-Ann Payne atribuía a uma estratégia equivocada de alimentação o fato de ter perdido o campeonato mundial de 2007.
"Na minha modalidade, o que faz a diferença é o que se come dois dias antes da competição. Você tem que se encher de carboidratos, coisa que eu não fiz. Comer uma montanha de arroz ou de macarrão não é tão divertido como parece", disse.
Os que comem pouco
No outro extremo estão os "esportes de categoria de peso", como o boxe e as artes marciais, e os "esportes estéticos", como a ginástica ou o nado sincronizado.
O controle do peso é fundamental em cada uma dessas modalidades, e pode colocar o atleta sob uma forte pressão diante da comida.
A lutadora turca de taekwondo Nur Takar, por exemplo, segue uma dieta de 1.500 calorias por dia, 500 abaixo da média recomendada às mulheres.
A ginasta sul-coreana Son Yeon-Jae causou polêmica recentemente ao dizer publicamente que seguia um regime alimentar rígido e que comia "como um passarinho": só café da manhã e almoço, em quantidades limitadas.
"A vida é dura neste momento", disse em uma entrevista em maio.
Para García-Romero, eticamente não é correto submeter qualquer atleta a esse tipo de dieta.
"Não se deve fazer isso. Acima do atleta, está a pessoa. No mundo dos esportes, muitas vezes, nos fixamos somente na época de competições, mas temos também que pensar no que acontecerá com essas pessoas depois", afirma.
Os que comem alimentos específicos
Em outro grupo estão os atletas que precisam de força, como os levantadores de peso e os praticantes do arremesso de martelo.
"Essas pessoas precisam de um aumento na quantidade de energia em sua alimentação para conseguir um aumento de massa muscular e, para isso, são necessários proteínas, creatina e suplementos para aumento de peso", disse Onzari.
De acordo com García-Romero, isso também não seria recomendável do ponto de vista da saúde.
"Se uma pessoa recebe proteínas por muito tempo, é possível que tenha problemas hepáticos e renais", afirmou.
Outra história é a dos atletas que evitam ou se concentram em certos alimentos, que consideram importantes para seu sucesso ou simplesmente por gostarem mais.
Chinesa atleta (Foto: BBC/AP)
Maratonista chinesa Wang Junxia mantém dieta
com vermes e sopa de tartaruga (Foto: BBC/AP)
Um caso famoso é o da maratonista chinesa Wang Junxia, cuja dieta inclui vermes e sopa de tartaruga. Já o jogador de basquete canadense Steve Nash é um grande fanático por nozes e grãos. O maratonista americano Michael Arnstein, por sua vez, não é somente vegetariano, mas se baseia estritamente em frutas.
"Há muitos benefícios, tanto para a pessoa que a segue como para o planeta em que vivemos", escreveu o atleta em seu blog.
Os que comem o que querem
Enquanto alguns atletas seguem dietas severas, outros dizem que comem o que querem.
O corredor americano Tyson Gay faz parte do primeiro grupo. Segundo declarações recentes, a nutricionista do atleta determina que ele consuma 230 gramas de proteínas, 308 gramas de carboidratos e 70 gramas de gorduras diariamente.
No outro extremo, o nadador do mesmo país Ryan Lochte não parece acreditar em nutricionistas.
"A nutrição é a última coisa com que me preocupo. Como o que conheço bem. Estou comendo McDonald's a cada refeição desde que cheguei aqui. E acredito que está me ajudando", disse o nadador durante os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.
Ennis (Foto: BBC/Reuters)
Atleta do heptatlo Jessica Ennis revela que come
verduras e também chocolate (Foto: BBC/Reuters)
Um pouco menos radical é a britânica Jessica Ennis, que compete no heptatlo.
"Todo mundo me fala que está se submetendo a uma dieta restrita, mas esse não é o meu caso. Como saladas e verduras, mas também chocolates. Alguns atletas comem normal", disse recentemente.
Não há apenas uma receita para a vitória olímpica. Segundo especialistas, o senso comum teria que ser usado para manter a saúde no longo prazo.
O professor Álvaro García-Romero afirma que os extremos são compreensíveis.
"Entendo que um atleta que treina de uma certa forma vai ter uma repercussão econômica e, na melhor das hipóteses, vai trabalhar um número limitado de anos e, depois, viver de renda", afirmou.
Fonte: Bem Estar